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Astrônomos chineses identificaram um objeto fora do comum próximo ao centro da Via Láctea: anteriormente, pensaram ser uma “mini galáxia”, mas análises posteriores revelaram tratar-se de um estranho disco estelar em formato espiral, com uma estrela posicionada em suas proximidades.
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De acordo com o estudo feito em cima da descoberta, o conjunto está localizado a 26 mil anos-luz de distância da Terra, e o disco sozinho tem aproximadamente 4 mil unidades astronômicas (UA) – vale lembrar que uma única unidade astronômica corresponde à distância entre a Terra e o Sol.
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Os cientistas que assinam a pesquisa afirmam, contudo, que o objeto não se move de uma maneira que justifique seu formato em espiral. Então como esse estranho disco estelar veio a nascer?
Provavelmente, posiciona o paper, esse formato se deu por um impacto com algum objeto massivo – tipo a estrela com três vezes a massa do Sol visível próxima a ele. A fim de confirmar essa possibilidade, o time usou dados de observação do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), no Chile, e criou diversos modelos analíticos de possíveis trajetórias orbitais que pudessem levar o astro o mais próximo possível do disco.
Em um cenário específico, a estrela poderia ter “dado uma ombrada” no disco há mais ou menos 12 mil anos, espalhando a poeira cósmica o suficiente para que ela assumisse essa forma mais espiralada.
“A confirmação entre os cálculos analíticos, a simulação numérica e as observações do ALMA oferecem evidência robusta de que os braços em espiral do disco são relíquias de uma passagem do objeto intruso”, disse a coautora do estudo, Lu Xing, pesquisadora associada do Observatório Astronômico de Xangai, ligado à Academia Chinesa de Ciências.
Isso não é tudo: o centro da Via Láctea é muitas e muitas vezes mais recheado de materiais de formação estelar, então os cientistas estimam que a ocorrência de colisões do tipo sejam bastante frequentes. Na prática, isso quer dizer que há uma boa chance de que esse estranho disco estelar não seja o único, e que vários outros, em vários formatos, existam na região.
O estudo completo pode ser acessado na revista Nature Astronomy.
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