Siga o Olhar Digital no Google Discover
Segundo cientistas, um homem de 66 anos está finalmente livre do vírus da imunodeficiência humana (HIV), doença com a qual convivia desde os anos 1980. O paciente, que pediu para não ser identificado, é conhecido como o Paciente City of Hope (“Cidade da Esperança”, em português) em homenagem ao hospital onde foi tratado em Duarte, na Califórnia.
Ofertas
Por: R$ 36,21
Por: R$ 24,96
Por: R$ 9,90
Por: R$ 5,86
Por: R$ 113,70
Por: R$ 6,90
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 388,78
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 199,00
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 222,11
“Quando fui diagnosticado com HIV em 1988, como muitos outros, pensei que era uma sentença de morte. Nunca pensei que viveria para ver o dia em que não tivesse mais HIV”, disse o homem em comunicado.

De acordo com informações da BBC News, a remissão viral ocorreu após o paciente receber uma doação de medula óssea para tratar uma leucemia que desenvolveu aos 63 anos. Por coincidência, o doador era resistente ao HIV, já que tinha uma mutação genética rara chamada CCR5, que torna as pessoas resistentes à maioria das cepas do vírus. O homem já recebia tratamento antirretroviral (terapia tradicional contra o HIV), mas precisou interromper para realizar o transplante.
“Ficamos entusiasmados em informá-lo que seu HIV está em remissão e que ele não precisa mais tomar a terapia antirretroviral que estava usando há mais de 30 anos”, disse Jana Dickter, infectologista do hospital City of Hope.
Leia mais!
- Desnutrição no Brasil: índice é maior entre meninos negros, aponta levantamento
- Varíola dos macacos: OMS diz que surto pode acabar se usarem as “estratégias certas”
- Empresa lança menor marca-passo do mundo; dispositivo já chegou ao Brasil
O paciente do hospital é a pessoa mais velha e que vive há mais tempo com HIV a ser tratada com medula óssea. Seus níveis de vírus se tornaram indetectáveis no corpo e permanecem assim há mais de 17 meses. A primeira vez em que um caso semelhante aconteceu foi em 2011, quando Timothy Ray Brown se tornou a primeira pessoa no mundo a ser curada do HIV.
Dickter, que apresentou os resultados na Divisão de Doenças Infecciosas do City of Hope, destacou, no entanto, que a alternativa pode não ser cabível para todos os pacientes, além de ser um “procedimento complexo”.
“Tem efeitos colaterais significativos. Portanto, não é realmente uma opção adequada para a maioria das pessoas que vivem com HIV”, explicou a pesquisadora.
O caso também foi apresentado na conferência Aids 2022, em Montreal, no Canadá.
Já assistiu aos novos vídeos no YouTube do Olhar Digital? Inscreva-se no canal!