Siga o Olhar Digital no Google Discover
Segundo a agência semioficial Tasnim, o Irã realizou seu primeiro pedido oficial de importação utilizando criptomoedas. Isso pode autorizar a República Islâmica a contornar as sanções dos Estados Unidos, que afetaram a economia.
Ofertas
Por: R$ 4.460,93
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 388,78
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 798,99
Por: R$ 199,00
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 155,44
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 222,11
O valor solicitado foi de US$ 10 milhões. Foi o primeiro passo para que o Irã faça negócios através de ativos digitais que envolvam o sistema financeiro global comandado pelo dólar e negocie também com outros países igualmente limitados pelas sanções dos EUA, como a Rússia.
Leia mais:
- Hackers do Irã atacam novamente e derrubam site do Ministério da Saúde de Israel
- Moderadores do Instagram dizem que Irã ofereceu suborno para exclusão de contas
- Instagram bloqueia hashtag em homenagem a vítimas de acidente aéreo no Irã
A agência semioficial Tasnim não revelou qual criptomoeda exata foi usada na transação do Irã. Um funcionário do Ministério da Indústria, Minas e Comércio afirmou no Twitter que, “até o final de setembro, o uso de criptomoedas e contratos inteligentes serão amplamente utilizados no comércio exterior com os países-alvo”.
Os EUA obrigam um embargo econômico quase total ao Irã, contendo a proibição de todas as importações, até dos setores petrolífero, bancário e marítimo do país.
Uma pesquisa realizada no ano passado revelou que 4,5% de toda a mineração de bitcoin estava ocorrendo no Irã, em parte como resultado da eletricidade barata do país. A atividade pode ajudar o Irã a ganhar centenas de milhões de dólares, que podem ser utilizados para comprar importações e reduzir o impacto das sanções.
É importante ressaltar que criptomoedas como bitcoin são super instáveis, tornando-as impraticáveis para pagamentos em larga escala.
Foi divulgado também um relatório que revive um acordo nuclear de 2015 da União Europeia com o Irã, depois de dias negociações indiretas entre autoridades norte-americanas e iranianas em Viena.

Com este acordo de 2015, o Irã limitou seu programa nuclear em troca de alívio das sanções dos EUA, UE e ONU. Porém, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, negou novamente o acordo nuclear em 2018 e restaurou as duras sanções dos EUA, levando Teerã a começar a violar os limites nucleares do acordo cerca de um ano depois.
Diversos países do mundo também estão aderindo às criptomoedas em suas transações, como, por exemplo, a República Centro-Africana (CAR), um dos países mais pobres do mundo. Ela foi o primeiro país africano a fazer sua própria moeda digital.
El Salvador, no ano passado, também aderiu ao bitcoin como moeda legal, embora o projeto tenha sido cercado pelo ceticismo público em meio à queda dos preços das criptomoedas.
Via: Reuters
Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!