Em 5 de setembro de 1977 era lançada a sonda Voyager 1, poucas semanas depois da 2, o objeto mais longe já lançado até hoje pela humanidade e que dificilmente vamos presenciar algo indo mais além no Espaço. A dupla de satélites segue enviando dados até hoje, mas já está sendo aposentada aos poucos, a expectativa é de que sejam desativadas aos poucos até 2030, quando o resto de sua bateria nuclear terminar. Mas isso não significa que a missão delas vai acabar nesta data.

A Voyager 1 (e a 2) vai continuar por séculos percorrendo o espaço e levando consigo a tentativa de comunicação espacial mais ousada já feita por nós. O disco de ouro presente nas duas sondas possui uma série de saudações gravadas em diversos idiomas, som do mar, do vento e outras formas de comunicação. Isso tudo foi feito com a ajuda de Carl Sagan e de sua esposa, Ann Druyan.

Desde 2012, a sonda saiu da heliosfera e entrou na parte considerada final do nosso sistema solar, apesar de ainda haver controvérsias sobre onde está o limite do nosso sistema. Atualmente, as duas sondas estão na região conhecida como Nuvem de Oort e devem levar cerca de 300 anos para elas saírem de lá.

Localização da Voyager 1 no espaço. Crédito: Pixabay

Como a Voyager 1 chegou no espaço?

O lançamento das sondas foi como quase tudo na corrida espacial: uma mistura de loucura e sorte. Foi em 1965 que o projeto começou, após um cientista identificar que entre o fim dos anos 70 e começo dos 80, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno estariam perfeitamente alinhados, o que nos daria a possibilidade de lançar um objeto no espaço e utilizar a gravidade combinada desse planetas para fazer ele ir a uma distância jamais vista, como uma espécie de “trampolim”.

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Mas isso também trouxe um problema: esse alinhamento planetário ocorre uma vez a cada 176 anos, então qualquer chance de aproveitá-lo envolveria o lançamento de uma nave até a metade da década de 1970. Os EUA correram contra o tempo de tal forma que, na chegada do referido prazo, eles lançaram duas espaçonaves: a Voyager-1 e a Voyager-2, idênticas em todos os aspectos, com dias de diferença entre si.

Inicialmente, o objetivo das duas era observar as órbitas de Júpiter e Saturno. Posteriormente, a missão foi estendida para Urano e Netuno. Depois, começou a fase de exploração do nosso sistema solar, com duração indefinida. A expectativa é de que os discos de ouro durem pelo menos 1 bilhão de anos, com a principal ameaça a duração das sondas sendo a poeira espacial que danifica lentamente as duas sondas. De qualquer forma, essa segue sendo a mais ousada tentativa de comunicação extraterrestre feita pela humanidade.

Vale lembrar que a NASA mantém uma página atualizada em tempo real com o progresso das duas sondas, caso você se interesse por consultá-las.

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