Em ano de Copa do Mundo, todo recurso para garantir a saúde e bem estar dos atletas é bem vindo. Os jogadores da seleção brasileira estão usando um anel inteligente que calcula a frequência cardíaca, qualidade de sono e temperatura corporal.

Os jogadores frequentemente convocados pelo técnico Tite têm levado o anel para casa e usam o dispositivo no dia a dia de seus clubes. As informações coletadas pelo anel são acessadas por smartphones da comissão técnica da CBF e pelos próprios jogadores.

O fisiologista da seleção brasileira, Guilherme Passos, explicou em entrevista à Globo sobre a importância do descanso e recuperação dos atletas. “Dormir é fundamental para a recuperação, para a liberação de hormônios importantes para a reconstituição muscular e o reequilíbrio mental e cognitivo deles. O ideal é que o jogador passe por todas as fases do sono, que são: leve, moderado, profundo e REM (“Rapid Eye Movement”).”, disse o fisiologista.

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Anel inteligênte usado pela seleção brasileira. (Imagem: Bruno Cassucci/ ge)

De acordo com a comissão técnica da seleção, o anel tem ajudado os atletas a ficarem atentos em relação a sua saúde e qualidade de sono. O atacante Fred, conta que o anel o obrigou a ser mais disciplinado com as horas dormidas. 

“O anel me obrigou a ser mais cuidadoso. Nunca dormi mal, mas, com a rotina, a gente não consegue controlar tanto. Agora tenho a disciplina: ‘Ah, essa noite sei que dormi oito horas no mínimo’, que é ideal. ‘Essa noite dormi sete, preciso melhorar, me organizar melhor para levar os filhos na escola’. Comecei a me organizar e isso me ajuda no dia a dia, no trabalho. É importante acordar saudável e bem para ir treinar, estar disposto no dia a dia. Me acrescentou muito”, relatou o jogador que já é quase presença confirmada para a Copa do Mundo do Catar.

Não foi divulgado ao certo qual a marca do anel usado pela seleção. Mas o dispositivo usado pelos jogadores é bem semelhante ao Oura Ring, anel inteligente da marca Oura. O dispositivo conta com um sensor óptico que permite rastrear a frequência cardíaca durante todo o dia, calcular a oxigenação do sangue durante treinos e monitorar a temperatura corporal. 

Uma pesquisa do Instituto de Neurociências Rockefeller, da Universidade de West Virginia (EUA) revelou que o anel da Oura conseguia prever os sintomas de infecção por coronavírus com 90% de precisão três dias antes deles se manifestarem.

Além do Anel, a comissão técnica da seleção já está realizando inspeções no hotel que a seleção ficará hospedada para verificar a qualidade dos colchões e controle de iluminação das cortinas.

“Adotamos estratégias de higiene do sono. O que fazer para não atrapalhar o descanso? Quarto fechado, não deixar a luminosidade entrar, temperatura correta, não usar tablet, smartphone ou televisão, que é o mais difícil para essa nova geração. Tudo isso vai ajudar o atleta a conseguir dormir melhor. Não só em termos de volume, mas também a qualidade do sono ser boa”, disse Fábio Mahseredjian, preparador físico da seleção.

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