Finalmente, após mais de dez anos desde que começou a ser desenvolvido, o Space Launch System (SLS), da NASA, foi lançado na última quarta-feira (16), com o objetivo de disparar a cápsula Orion rumo à Lua e dar início ao novo programa de exploração lunar e de espaço profundo da agência, por meio da missão Artemis 1.

Lançamento da missão Artemis 1, da NASA, rumo à Lua. Alguns dos 10 CubeSats levados ao espaço pelo foguete sofreram falhas. Imagem: NASA/Keegan Barber

Com o conceito de sustentabilidade em mente, o veículo levou 10 CubeSats para o espaço. Alguns desses pequenos satélites têm a missão de mapear a distribuição de água na Lua. 

A NASA revelou que uma dessas pequenas sondas, chamada LunaH-Map, não conseguiu realizar uma manobra crucial de acordo com o planejado. Ela foi projetada para mapear a distribuição e a abundância de hidrogênio – e, por extensão, gelo de água – perto do polo sul da Lua. Tais dados são de grande interesse para o intuito do programa Artemis de construir um posto avançado de pesquisa tripulado na região.

CubeSat LunaH-Map, da NASA, projetado para medir a distribuição e a abundância de hidrogênio na região polar sul da Lua. Imagem: NASA/Arizona State University

Segundo a agência, o CubeSat deveria realizar um disparo do motor durante o sobrevoo da Lua , que aconteceu na segunda-feira (21), mas não conseguiu, provavelmente por causa de uma válvula presa em seu sistema de propulsão.

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Felizmente, nem tudo está perdido. Os outros sistemas do LunaH-Map parecem estar funcionando normalmente, e o aquecimento da válvula pode liberá-lo, colocando o sistema de propulsão on-line também.

“Se o sistema de propulsão for capaz de alcançar o empuxo nos próximos meses, a missão ainda pode recuperar parte ou todo o objetivo científico original do LunaH-Map”, diz um comunicado da NASA, emitido na terça-feira. “No caminho atual da espaçonave, trajetórias alternativas estão disponíveis para alcançar a órbita lunar – incluindo órbitas que poderiam permitir medições de baixa altitude da superfície”.

Mesmo se demorar para corrigir a falha atual, o pequeno satélite ainda pode encontrar trabalho mais adiante. “Soluções de trajetória fora do sistema Terra-Lua podem existir para voar perto de certos asteroides e caracterizar seu conteúdo de hidrogênio”.

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Sonda projetada para estudar asteroides também falha

Projetado por pesquisadores da Universidade Estadual do Arizona, o LunaH-Map não é o único CubeSat da Artemis 1 a enfrentar problemas depois de ser implantado. Segundo o site Space.com, a sonda OMOTENASHI, do Japão, apresentou falhas de comunicação e, como resultado, não conseguiu lançar um pequeno módulo de pouso na Lua.

Além disso, a sonda Scout Near Earth Asteroid (NEA), da NASA, aparentemente ficou em silêncio desde o lançamento, assim como o satélite de ciência cidadã Team Miles

Conforme detalhado pelo Olhar Digital, o NEA usará uma vela solar para viajar até um asteroide em uma missão de dois anos. O dispositivo é equipado com uma câmera e vai estudar a rotação, forma e poeira dos asteroides para futuras missões de sondagem in loco.

Depois de concluída a missão Artemis 1, o próximo grande teste da nave Orion será o voo Artemis 2, que representará a primeira vez que a cápsula voará com tripulantes a bordo. Na ocasião, será percorrido o mesmo trajeto do voo não tripulado.

Mais tarde, com a missão Artemis 3, que está prevista para 2025 ou 2026, a cápsula finalmente pousará no polo sul da Lua, levando a primeira mulher e a primeira pessoa preta da história a pisar em solo lunar, mais de meio século depois da última vez que estivemos por lá, por meio das missões Apollo.

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