“Qual é a senha do Wi-Fi?” Essa é uma pergunta que estamos acostumados a fazer sempre que abrimos o notebook para trabalhar em um café ou verificamos e-mails na casa de um amigo.

O que muitos não sabem é o quanto pode ser perigoso conectar-se na rede de um terceiro. Se a conexão for desprotegida, cibercriminosos podem interceptar as informações transmitidas. Já no caso de um Wi-Fi público, não se sabe o que pode ser feito com os dados pessoais exigidos para acessá-lo.

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E quando não há conexão, depender do roteamento dos dados do celular realmente não é a melhor opção: a velocidade nem sempre é das melhores e se o plano de dados não for “parrudo”, dê adeus à conexão do mês caso precise fazer alguma reunião por vídeo ou subir um arquivo grande para a nuvem.

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Os smartphones abriram o caminho para se estar sempre conectado, mas hoje é preciso de muito mais do que e-mail e alguns aplicativos para trabalhar, estudar ou se divertir. Mas, graças à evolução da tecnologia, finalmente o sofrimento de depender da conexão Wi-Fi está com os dias contados.

A conectividade nativa é uma das características dos Always On ou Always Connected PC (ACPC), ou seja, equipamentos que estão sempre ligados e conectados. Eles seguem o mesmo padrão de funcionamento dos smartphones, isto é, são projetados para ficarem permanentemente ligados e conectados diretamente às redes móveis.

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Bom, a ideia não é nova. Dispositivos que usam a rede celular existem desde a chegada do 4G no Brasil, mas não se popularizaram. Tanto que, segundo pesquisa da Mckinsey, nos Estados Unidos apenas cerca de 4% dos notebooks são habilitados para celular, em comparação com 35% dos tablets.

O que muda é que os ACPCs podem se conectar à rede de qualquer operadora por meio de um eSIM (chip virtual), ao contrário dos equipamentos existentes, que usam chips físicos. Há a possibilidade de conexão permanente com as redes 4G ou 5G – e as inovações vão bem além de alta velocidade de até 10 Gbps e menos latência na navegação.

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Notebooks Avell A55 e A57 (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)
Notebooks (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Esses computadores são equipados com processadores de celulares da Qualcomm ou Intel na configuração do hardware e usam os sistemas operacionais Windows e Chrome OS, funcionando realmente como smartphones. Em vez do modo de espera dos notebooks convencionais para gerenciamento de energia, estão ativos (modo de espera conectado) o tempo todo e conectados a uma rede sem fio.

Leves e ultrafinos, esses computadores usam SSDs e não precisam de coolers. Assim como os Chromebooks, são feitos para rodar na nuvem e não são equipados com muitas portas e saídas. 

E outros entraves que dificultavam a adoção, que eram o alto preço e a pouca bateria, foram mitigados. Tanto que há modelos de ACPC que podem oferecer mais de 20 horas de autonomia por conta de uma excelente eficiência de energia.

Os principais fabricantes de PCs já lançaram lá fora modelos com recursos sempre conectados e a tendência é que mais empresas se adaptarão a esse conceito. A tecnologia está disponível nos Estados Unidos – por exemplo, a operadora Verizon firmou uma parceria com a HP e já é possível encontrar notebooks ACPC com eSIMs no site da fabricante.

Um ACPC é capaz de oferecer um nível de flexibilidade e liberdade que muitos sempre desejaram e não há limites para a sua utilização. Inclusive uma das prioridades da Qualcomm no Brasil é fomentar a adoção em projetos de educação, principalmente públicos.

Sair de casa, seja para conhecer lugares novos ou apenas caminhar em um parque próximo não impede mais trabalhar, estudar e se divertir. Mais uma vitória da transformação digital!

João Moretti é consultor na área de tecnologia, CEO da Moretti Soluções Digitais, presidente da ABIDs e fundador e sócio das startups AgregaTech, AgregaLog, Rodobank, Paybi e outros

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