Com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente o Brasil tem cerca de 9,5 milhões de pessoas desempregadas. Com esse alto número, golpistas se aproveitam para poder aplicar fraudes enviando falsas vagas de emprego através do WhatsApp e SMS.

Ao se aproveitar da vulnerabilidade dos desempregado, o golpe do falso emprego tem se tornado constante. De acordo com um levantamento da PSafe, entre setembro de 2021 a fevereiro deste ano foram identificadas 608 mil tentativas de golpes de falso emprego.

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O golpe acontece com uma pessoa desconhecida enviando propostas de emprego atrativas, como jornada de meio período e altos salários. Geralmente essas mensagens trazem um link que leva a um site com conteúdo malicioso. 

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Esse tipo de golpe visa roubar os dados das vítimas por meio de preenchimento de formulário ou por ataques phishing. Em alguns casos os criminosos solicitam o pagamento de um valor como uma “taxa” para se candidatar a vaga.

Imagem: Tero Vesalainen/ Shutterstock

Andréia Girardini, diretora de Pessoas e Cultura no GetNinjas destaca algumas dicas para evitar cair em golpes como este. Confira abaixo:

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1. Identificação

Quando se trata de uma tentativa de fraude, o golpista costuma não se identificar. Por isso, é importante saber com quem está falando, para qual empresa a vaga pertence e buscar informações sobre a vaga no site da empresa antes de iniciar uma conversa sobre a oportunidade de trabalho. É comum que mensagens de cunho fraudulento sejam sucintas e genéricas demais.

2. Elasticidade salarial 

Se o salário a ser pago no anúncio da vaga parece navegar entre extremos ou até ser muito alto para poucas horas de trabalho, é um sinal de alerta. É natural que exista diferentes salários, porém, é importante ficar atento a média salarial daquele cargo no mercado de trabalho para ter um parâmetro mais seguro.

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3. Informações pessoais

Quando você está se candidatando para uma vaga, é muito importante ter em mente que no primeiro contato, o recrutador não vai precisar de muitas informações, a não ser o nome, sobrenome e dados para contato, como e-mail e confirmação do número de telefone, que já são suficientes para dar sequência a um processo seletivo.

“Não forneça número de documentos, como RG ou CPF, data de nascimento ou nome dos pais, porque, muitas vezes, o intuito é ter acesso aos seus dados para usar em fraudes e estelionatos”, analisa Andréia.

4. Taxas e cursos como pré-requisito

Empresas não podem exigir um curso de determinado lugar como pré-requisito para participar de uma seleção, tampouco cobrar taxas para isso. “O que a gente mais precisa são de candidatos. Vocês são o nosso ouro! Sempre que você tiver que fazer um curso obrigatório para se candidatar para determinada vaga, corra! Porque, provavelmente, eles estão querendo tirar dinheiro de você”, alerta a recrutadora.

5. Links incomuns

Desconfie de anúncios de vagas com links não identificáveis, que possuem letras soltas, sem organização lógica, pois é mais um indício de tentativa de roubo de dados pessoais. Evite clicar sem antes fazer uma verificação sobre a existência da vaga em uma ferramenta de busca, como o Google.

Vale lembrar que, ainda mais em tempos de trabalho remoto, é comum receber contatos por redes sociais ou via WhatsApp, então, é importante conseguir diferenciar as mensagens e identificar a possibilidade de golpe rapidamente. “O processo seletivo é algo sério e empresas idôneas levam isso ao pé da letra”, complementa Andréia.

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