Vídeo curto é o resultado da falta de criatividade na internet?

Com a popularização do novo formato de conteúdo pelas redes sociais nos últimos anos, empresas e usuários estão adotando novas estratégias para capturar um público
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É comum observar regularmente a internet receber novas tendências que orientam os usuários a influenciadores de diversas plataformas e redes sociais. Nos últimos anos, é possível decretar que a nova onda da web são os vídeos curtos, um formato que está pressionando criadores a ajustar suas estratégias midiáticas.

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As questões envolvendo a febre dos vídeos curtos na internet

  • Apesar da criação de conteúdo online estar devidamente aberta, com várias oportunidades para os usuários, incentivos publicitários e comerciais forçam indivíduos e empresas a seguir a tendência viral que teoricamente está dando certo na web;
  • Para os criadores de conteúdo, o formato dos últimos anos simboliza uma mudança estrutural nas postagens de vídeos na internet, sejam eles de bastidores, criadores de memes virais ou “cortes rápidos” de vídeos mais longos – e esse ponto envolve jornalistas, fotógrafos, podcasters, influenciadores e vários outros profissionais;
  • Um levantamento da empresa de análise data.ai aponta que os usuários gastam em média 3,1 bilhões de horas globalmente transmitindo conteúdos que foram gerados em outros apps de vídeos curtos, como o TikTok e o YouTube.

A pesquisa do data.ai também indica que praticamente todo o crescimento online de usuários adolescentes está indo para apps de vídeos curtos. Inevitavelmente, a inclinação para uma tendência viral de vídeos se mostra a melhor oportunidade para os criadores construírem suas audiências. Com isso, é comum notar que boa parte das gravações de influenciadores geralmente exibem pouca ou nenhuma originalidade.

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Além disso, a explosão do TikTok durante a pandemia da covid-19 e as crescentes preocupações com a privacidade dos dados de usuários estão levando as gigantes das redes sociais a mudarem suas estratégias de distribuição de conteúdo. Um exemplo é a Meta, que aumentou as recomendações de conteúdo que se baseiam nos vídeos curtos virais no Facebook, em vez de amplificar os conteúdo com base em conexões sociais – uma decisão que o sucesso do app da ByteDance influenciou.

“É natural que as redes sociais provavelmente se inclinem para a mídia de recomendação no futuro, porque se as redes sociais apoiarem os anúncios, o conteúdo mais engajado será o que gerará o máximo de receita publicitária”, afirmou Michael Mignano, um investidor da Lightspeed Venture Partners, ao portal Axios.

O Reels é a ferramenta de vídeos curtos do Instagram. Imagem: Reprodução/Shutterstock
O Reels é a ferramenta de vídeos curtos do Instagram. Imagem: Reprodução/Shutterstock

A Meta também aplicou essas mudanças envolvendo vídeos curtos no Instagram, algo que muitos usuários não aprovaram. “Muitos artistas estão tendo muitos problemas com a mudança. Mas eles estão adotando o vídeo porque não têm mais muita escolha”, explicou Kaya Yurieff, repórter do The Information.

As plataformas de mídia acreditam que a inclinação para os vídeos curtos pode ser uma boa estratégia a longo prazo. No entanto, por agora, essa nova estrutura pode ocasionar discussões sobre as formas necessárias de lucro.

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“A carga de anúncios em produtos de vídeos curtos permanece baixa, pois as plataformas priorizam o engajamento crescente em vez da monetização neste momento”, escreveram analistas da MoffettNathanson, em um comunicado publicado recentemente.

Enquanto isso, em meio aos novos criadores e novos conteúdos sendo compartilhados, alguns especialistas acreditam que a inteligência artificial pode ser um recurso viável para essa prática. Nesse sentido, ferramentas de IA como o Dall-E e o ChatGPT teoricamente facilitaria o trabalho de futuros influenciadores.

“A maneira como penso sobre a IA agora é que é uma maneira de permitir que os humanos criem mais e se expressem mais, mas não é uma réplica ou um substituto para a verdadeira criatividade humana”, aponta Mignano.

Informações via Axios

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Luann Motta Carvalho

Luann Motta Carvalho é estudante de Jornalismo pela Universidade Federal Fluminense e atua profissionalmente na área desde 2020. Atualmente é redator da editoria de Internet e Redes Sociais.

Lyncon Pradella
Lyncon Pradella

Lyncon Pradella é jornalista formado pela Universidade Nove de Julho. Foi estagiário da RedeTV! e repórter freelancer do UOL antes de se tornar Editor do Olhar Digital.

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