A Ucrânia assinou contrato para formalizar a sua participação no Centro Conjunto para Tecnologias Avançadas em Defesa Cibernética (CCDCOE) da aliança de segurança da OTAN, aproximando o país cada vez mais dos demais países.

O CCDCOE é um centro de conhecimento da defesa cibernética, instituição de pesquisa e instalação de treinamento e exercício que auxilia os membros com tecnologia, compartilhamento de ameaças e experiência em políticas. A adesão ao CCDCOE não se limita às nações da OTAN, segundo o The Register.

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O país manifestou seu interesse em ingressar no grupo em agosto de 2021. Mas só em abril de 2022 que todas as nações participantes decidiram por unanimidade que a Ucrânia poderia participar, dando assim ao “novo” estado membro acesso aos “valiosos primeiros conhecimentos da mão de vários adversários”.

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O novo acordo técnico, que deve ser assinado por todos os países membros, formalizaria a participação da Ucrânia no grupo de defesa cibernética. “Durante o ano passado já cooperamos ativamente com o Centro Unido de Tecnologias Avançadas para Defesa Cibernética da OTAN”, disse Yuriy Shchygol, chefe das forças especiais do estado da Ucrânia, em comunicado.

Contudo, isto foi apenas mais um motivo para os hackers russos continuarem com a guerra cibernética, que esta acontecendo durante a invasão ilegal ao país vizinho. Este conflito já resultou em ataques anteriores de Moscou contra as redes elétricas da Ucrânia e outros alvos digitais.

Ucrânia

“A Ucrânia está sitiada por ciberataques russos destrutivos coordenados desde 13 de janeiro de 2022. Isso aumentará muito a consciência situacional da OTAN pelas campanhas dos grupos APT russos de elite, permitindo assim que a OTAN fortaleça as infraestruturas críticas das crescentes campanhas cibernéticas russas”, disse Tom Kellermann, vice-presidente sênior de estratégia cibernética da fornecedora de software Contrast Security.

“Desde 2013, quando o general Gerasimov fez seu famoso discurso sobre a guerra híbrida e a utilidade dos ataques cibernéticos, a Rússia tem atacado a Ucrânia e os membros da OTAN com relativa impunidade a partir de uma resposta cibernética coletiva”, disse ele. “Agora a Rússia terá que jogar na defesa”. 

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