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Uma expedição científica conjunta entre Japão e Austrália conseguiu capturar peixes a mais de 8 km de profundidade, no que se tornou o registro mais profundo já obtido na história da exploração oceânica.
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Pioneiro no uso de landers instrumentados em águas profundas, o biólogo marinho, engenheiro e explorador escocês, professor Alan Jamieson, cientista-chefe da expedição, revelou nesta segunda-feira (3) que dois peixes-caracol foram capturados em armadilhas colocadas a 8.022 metros de profundidade na Fossa do Japão, ao sul do país asiático, durante uma viagem de dois meses feita por uma equipe da Universidade da Austrália Ocidental (UWA) e da Universidade de Ciências Marinhas de Tóquio.

De nome científico Pseudoliparis belyaevi, os peixes-caracol registrados pela equipe são os primeiros a ser capturados abaixo de 8 km de profundidade. Embora a espécie tenha normalmente cerca de 11 centímetros de comprimento, não foi divulgado o tamanho do animal capturado.
Câmeras operadas remotamente pelos exploradores da expedição, que é parte de um estudo de dez anos sobre a população de peixes mais profunda do planeta, também registraram outra espécie de peixe-caracol (ainda não catalogada) nadando a 8.336 metros de profundidade na trincheira Izu-Ogasawara, também no sul do Japão.
As trincheiras japonesas são lugares incríveis para explorar; elas são tão ricas em vida, mesmo bem no fundo.
Alan Jamieson, fundador do Centro de Pesquisa em Mar Profundo Minderoo-UWA.
“Dizemos às pessoas desde muito cedo, com dois ou três anos, que o fundo do mar é um lugar horrível e assustador que você não deveria ir e isso cresce com você com o tempo”, disse Jamieson. “Não levamos em conta o fato de que o mar profundo é fundamentalmente a maior parte do planeta Terra, e os recursos devem ser compreendidos e precisamos descobrir como o estamos afetando e como ele funciona”.
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São mais de 300 espécies conhecidas de peixe-caracol. De acordo com a BBC, a 8 km de profundidade, eles experimentam mais de 80 megapascals, ou 800 vezes a pressão na superfície oceânica.
Seus corpos gelatinosos os ajudam a sobreviver. Além disso, não ter uma bexiga natatória, o órgão cheio de gás para controlar a flutuabilidade que é encontrada em muitos outros peixes, é uma vantagem adicional.
Da mesma forma, sua abordagem aos alimentos é favorecida nesses locais – eles se alimentam por sucção e consomem minúsculos crustáceos, dos quais há muitos em trincheiras.
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