O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) solicitou a exclusão de 431 contas do Twitter que estavam veiculando hashtags de apoio aos ataques recentes em escolas do Brasil. A pasta também pediu que o TikTok retirasse do ar duas contas que viralizaram conteúdos que incitavam medo em famílias.

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Os resultados da Operação Escola Segura foram divulgados pelo ministro Flávio Dino:

Conforme explicou o MJSP, além da investigação dos autores das publicações, a Operação Escola Segura cumpriu mandados de busca, apreendeu sete armas e prendeu um suspeito.

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Foram identificados mais de 80 perfis que tiveram links removidos e excluídos por violar a política da plataforma. O conteúdo foi preservado para o Ministério avançar nas investigações.

A operação é realizada pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública e contou com a atuação de centenas de profissionais de delegacias de investigação e chefes de delegacias de crimes cibernéticos das principais regiões brasileiras.

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Ministério da Justiça e Segurança lança canal de denúncias

Na semana passada, o MJSP, em parceria com a SaferNet Brasil, disponibilizou um canal na internet para denúncias de ataques contra escolas. A página já está disponível e as denúncias podem ser feitas de forma anônima. As informações são mantidas sob sigilo.

As denúncias enviadas pelos usuários serão analisadas pela equipe do Ciberlab da Secretaria Nacional de Segurança Pública.

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O grupo conta com 50 policiais, que ficarão de plantão por 24 horas para monitorar ameaças contras as escolas na internet.

Você pode entrar no canal de denúncias clicando aqui.

Postagens na internet indicam ação criminosa premeditada

No final de março, um adolescente de 13 anos realizou um ataque contra alunos e professores em uma escola estadual na Vila Sônia, zona oeste de São Paulo. O incidente deixou uma professora morta e outras cinco pessoas feridas.

  • Em postagens na sua conta fechada no Twitter, o aluno postou fotos usando a máscara de caveira e faca usadas no atentado.
  • A conta no Twitter usava o sobrenome igual a de um dos agressores no crime realizado em março de 2019 em uma escola estadual em Suzano (SP). Dez pessoas morreram (oito vítimas e os dois criminosos).
  • Alunos da escola afirmaram que prints das postagens do menor foram divulgados em grupos de WhatsApp.
  • Anteriormente, o aluno chegou a estudar em outra escola, mas foi expulso após realizar postagens similares nas redes sociais. Além de expulsá-lo, a diretoria realizou um BO contra o garoto.

Publicações criminosas celebram tragédias

Uma reportagem da BBC revelou a existência de diversas publicações de textos, fotos e vídeos contendo elogios e celebração dos responsáveis por ataques a escolas. Os conteúdos circulam livremente em redes sociais, como Twitter e TikTok.

Em resposta à BBC, o TikTok afirmou que tem um mecanismo para receber denúncias de possíveis casos de incitação a ataques e trabalha continuamente para remover esse tipo de conteúdo.

O veículo observa que entrou em contato com o Twitter, mas não teve retorno. A rede social passou a não responder à imprensa após a aquisição de Elon Musk.

Com informações de MJSP, UOL e BBC.

Imagem destaque: diy13 / Shutterstock.com

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