Quando se formam, as estrelas queimam hidrogênio, um processo onde fundem átomos do elemento para que eles formem um novo, o hélio. Elas fazem isso durante boa parte da sua vida, até que começam a queimar outros elementos e finalmente explodem e morrem. Uma estrela observada há muito tempo está passando por esse processo e pode explodir em breve.

A estrela próxima Betelgeuse, localizada na constelação de Orion, tem pulsado estranhamente, e um grupo de cientistas em um artigo, ainda em pré-impressão, parecem ter descoberto o motivo do brilho anormal.

As análises revelaram que a estrela pode estar queimando carbono, mas já está no final dessa fase, podendo em breve passar para seu estágio super quente e explodir em algumas décadas.

A Betelgeuse é uma supergigante vermelha e é certo que um dia ela explodirá em uma supernova, criando uma luz semelhante ao brilho de uma Lua cheia. Pensava-se que isso aconteceria daqui a 100 mil anos, ou até mesmo 1 milhão. No entanto, a conclusão desse novo estudo é bem diferente.

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As estrelas, após ficarem sem hidrogênio, começam a fundir o hélio em carbono, depois disso, esse novo produto é transformado em néon, sódio e magnésio, o estágio da queima de carbono. Após sucessivas fusões desses elementos, vem o ferro, e em pouco tempo a estrela morre. 

Para estimar quanto tempo resta para a Betelgeuse, os pesquisadores precisam saber em qual estágio ela está, e as apostas é que ela está começando a terminar a queima de carbono.

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Isso porque, a estrela tem pulsado, inchando e encolhendo com as mudanças do seu brilho. Foram detectados ciclos regulares de 185, 230, 420 e 2.200 dias e outras variações menos previsíveis, e o artigo tentou descobrir qual deles é o modo radial fundamental (RFM), período essencialmente relacionado ao raio da estrela.

Se o RFM for o de 2200 dias como os pesquisadores deste artigo acreditam, ao invés do de 420 como outros, Betelgeuse pode ser muito maior do que se pensava. E para a massa dela, esse tamanho, cerca de 1300 vezes o do Sol, indica que ele está acabando sua queima de carbono.

Mesmo que não se saiba quanto tempo a estrela ainda vai demorar para queimar o seu último átomo de carbono, sabe-se que depois disso ela levará apenas algumas décadas para morrer.

Essa discussão sobre qual é o RFM da Betelgeuse também implica a qual distância ela está da Terra. Se ela é uma estrela muito grande, a 530 anos-luz, ou uma absolutamente gigante a 900 anos-luz. Independente de qual for a correta, podemos comemorar que estamos salvos das consequências da sua morte. A única coisa que devemos nos preocupar é se vamos ou não ver ela morrer em breve.

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