A Tesla está sendo investigada por enganar os clientes sobre a autonomia dos carros elétricos. Segundo uma reportagem da Reuters, o aumento nas reclamações foi tão grande que a empresa de Elon Musk decidiu treinar funcionários para convencer os compradores a desistirem de levar os produtos para verificar o real estado das baterias. A tática envolveria testes remotos falsos e até mentiras ao telefone.

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Convencendo os clientes

  • A Reuters recebeu relatos da situação de Alexandre Ponsin, dono de um Tesla Model 3 fabricado em 2021.
  • Ele contou que entrou em contato com a empresa após reparar que a autonomia do carro não chegava nem à metade dos 568 quilômetros prometidos pela fabricante.
  • O cliente recebeu, então, duas mensagens.
  • Na primeira, foi avisado que “diagnósticos remotos constataram que a bateria do carro estava boa”.
  • E, na segunda, foi informado que eles “gostariam de cancelar a visita”.

Comemorações por desistência

  • De acordo com a reportagem da Reuters, os funcionários treinados para convencer os clientes a não levar os carros para o reparo no sistema de baterias fazem parte da chamada “Diversion Team”, ou equipe de desvio.
  • Essa divisão, continua a agência de notícias, tinha uma maneira peculiar de comemorar a desistência dos compradores.
  • A cada cliente convencido a não encaminhar o veículo para reparos eram usados xilofones para comemorar.
  • O atendente responsável mutava o telefone, fazia o anúncio e, ao som de aplausos e xilofones, dançava para celebrar os cerca de US$ 1 mil, cerca de R$ 4,7 mil, economizados pela Tesla.
  • A fabricante de veículos elétricos não comentou sobre o assunto.

Propaganda enganosa da Tesla

  • Os problemas na autonomia da bateria dos carros já renderam a empresa uma multa de US$ 2,2 milhões, mas de R$ 10 milhões, pela Comissão de Comércio Justo da Coreia do Sul.
  • Segundo relatos de clientes enganados, no inverno, a autonomia pode chegar a 26% menos do que o prometido pela Tesla.
  • O caso está sendo investigado por autoridades dos Estados Unidos.

Com informações de Reuters.

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