Os impactos da pandemia geraram um esforço global no combate à Covid-19. Os trabalhos continuam até hoje, com várias novidades sendo anunciadas. É o caso de um novo teste que detecta a doença em menos de um minuto. O dispositivo foi criado por cientistas da Universidade de Washington, em St. Louis, e requer apenas uma ou duas respirações do paciente.

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Os pesquisadores desenvolveram um teste respiratório que pode ser utilizado em larga escala para diagnosticar rapidamente pessoas infectadas com o vírus. A ferramenta também pode identificar novas variantes que venham a surgir no futuro, além de ser uma grande aliada para ajudar a prevenir surtos em locais fechados, como lares de idosos e universidades, por exemplo.

“Com este teste, não há espera de 15 minutos pelos resultados, como acontece com os testes caseiros. Uma pessoa simplesmente sopra em um tubo no dispositivo, e um biossensor eletroquímico detecta se o vírus está lá. Os resultados estão disponíveis em cerca de um minuto”.

professor Rajan K. Chakrabarty, autor do estudo

O biossensor usado no dispositivo foi adaptado de uma tecnologia relacionada à doença de Alzheimer desenvolvida por cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Washington, em St. Louis, para detectar beta amiloide e outras proteínas relacionadas à doença de Alzheimer no cérebro de camundongos.

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Outras doenças também podem ser identificadas

  • Segundo os pesquisadores, o teste respiratório pode ser modificado para detectar simultaneamente outros vírus, incluindo influenza e vírus sincicial respiratório (VSR).
  • Eles também acreditam que podem desenvolver um biodetector para qualquer patógeno dentro de duas semanas a partir do recebimento de amostras dele.
  • “Se as pessoas estão na fila para entrar em um hospital, uma arena esportiva ou a Sala de Situação da Casa Branca, os testes de swab nasal de 15 minutos não são práticos, e os testes PCR demoram ainda mais. Além disso, os testes caseiros são cerca de 60% a 70% precisos e produzem muitos falsos negativos. Esse dispositivo terá precisão diagnóstica”, destaca o professor John R. Cirrito.

Testes não produziram falsos negativos

  • Durante o estudo, a equipe testou pacientes infectados com a Covid-19.
  • Cada um deles exalou no dispositivo duas, quatro ou oito vezes.
  • O teste não produziu falsos negativos.
  • Os pesquisadores também descobriram que a ferramenta detectou com sucesso várias cepas diferentes do SARS-CoV-2, incluindo a cepa original e a variante ômicron.

Como funciona o teste

  • Para realizar o teste respiratório, os pesquisadores inserem um canudo no dispositivo.
  • Um paciente sopra no canudo e, em seguida, os aerossóis da respiração da pessoa se acumulam em um biossensor dentro do dispositivo.
  • O dispositivo então é conectado a uma pequena máquina que lê sinais do biossensor e, em menos de um minuto, a máquina revela um achado positivo ou negativo de Covid-19.
  • O estudo foi publicado online na revista ACS Sensors.

Com informações de Medical Xpress.

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