Empresas e governos terão acesso à tecnologia de identificação da criptomoeda Worldcoin. Esse projeto, cofundado por Sam Altman (CEO da OpenAI, dona do ChatGPT), é aquele com sistema de verificação que escaneia os olhos das pessoas.

Para quem tem pressa:

  • A Worldcoin – projeto de criptomoeda cofundado pelo CEO da OpenAI – quer abrir acesso à sua tecnologia para empresas e governos;
  • O projeto conta com tecnologia que escaneia os olhos das pessoas para criar IDs na plataforma;
  • O objetivo da iniciativa da Worldcoin é expandir sua presença ao redor do mundo, segundo um veículo de comunicação europeu;
  • Desde o lançamento da Worldcoin, reguladores e ativistas de privacidade levantaram preocupações sobre a coleta de dados.

Apesar da recente turbulência no setor cripto, a Worldcoin diz que 2,2 milhões de usuários se inscreveram na sua plataforma, principalmente durante um período de teste nos últimos dois anos. E, segundo o Euronews, a criptomoeda se prepara para expandir sua presença ao redor do mundo.

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Expansão da Worldcoin

Orbe da Worldcoin desmontada
(Imagem: Divulgação/Worldcoin)

Apesar do montante significativo, um gerente sênior da OpenAI disse à Reuters que Altman quer que mais pessoas se inscrevam para usar sua tecnologia de digitalização de íris e verificação de identidade.

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O projeto exige que os usuários forneçam suas varreduras de íris em troca de uma identificação digital. Em alguns países, rola até um bônus de criptomoeda como incentivo para criar uma “identidade e rede financeira”.

As pessoas fazem fila para uma “orbe” – esfera com câmeras – brilhante escanear seus olhos. Parece cena de algum episódio da série “Black Mirror”.

Estou um pouco nervoso porque não sei ao certo o que farão com minha biometria e minhas informações pessoais. Mas, ao mesmo tempo, estou empolgado por fazer parte de algo muito diferente que acho que fará parte de uma mudança na economia.

Diego Romero, usuário do Worldcoin, em entrevista à Reuters na Cidade do México

Preocupações com a privacidade

Logomarca da Worldcoin em tela de celular e no fundo
(Imagem: Iljanaresvara Studio/Shutterstock)

Reguladores e ativistas de privacidade levantaram preocupações sobre a coleta de dados realizada pela Worldcoin.

Entre as preocupações estão se os usuários estão consentindo conscientemente sobre a coleta de dados e se uma empresa deve ser responsável por lidar com essas informações.

O Escritório Estatal da Baviera para Supervisão de Proteção de Dados na Alemanha, que tem jurisdição na União Europeia, disse que começou a investigar a Worldcoin em novembro de 2022.

Observadores de dados na Grã-Bretanha, França e Alemanha também disseram que estão analisando o projeto.

Abordando questões de privacidade, a Worldcoin Foundation, uma entidade com sede nas Ilhas Cayman, disse em comunicado que cumpre todas as leis que regem dados pessoais e continuará a cooperar com as solicitações dos órgãos governamentais por informações sobre suas práticas de privacidade e proteção de dados.

O site da Worldcoin diz que o projeto é “totalmente privado” e que os dados biométricos são excluídos ou os usuários podem optar por armazená-los em formato criptografado.

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