A crescente presença da inteligência artificial em nosso cotidiano se assemelha àquilo que víamos nos filmes ou liamos nas ficções científicas tempos atrás. Exemplos como o ChatGPT instigam curiosidade, mas também geram controvérsias e preocupações sobre os limites dessa tecnologia. À medida que ela permeia áreas como assistentes virtuais e sugestões automáticas, torna-se uma ferramenta amplamente empregada por ser útil no processo criativo ou para otimizar o tempo. 

Nesse cenário, temos a IA generativa, um sistema que envolve máquinas na criação autônoma. Esses avanços, que ainda são uma grande novidade para a maioria das pessoas, suscitam reflexões e inquietações acerca das barreiras éticas em torno da sua capacidade de criação e de suas implicações na sociedade.

A seguir, abordaremos mais a fundo sobre o que é a IA generativa e seus principais tipos.

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O que é IA generativa?

A IA generativa refere-se aos sistemas capazes de criar, produzir ou gerar novos dados, como imagens ou  textos, por exemplo.

Esses sistemas são projetados para aprender padrões e características de conjuntos de dados existentes e, em seguida, gerar novas instâncias que se assemelham a esses padrões. 

Em outras palavras, a IA generativa é capaz de criar algo novo e original com base no que aprendeu. Para exemplificar, considere um aplicativo que cria rostos de pessoas fictícias, mas que parecem totalmente reais. 

Ilustração de perfil de rosto feita com linhas de códigos de programação para representar conceito de IA
Imagem: Yuichiro Chino/Shutterstock

Como ele consegue realizar isso? Bem, ele foi treinado com numerosas fotos de rostos reais de indivíduos. Ao analisar essas imagens, ele aprendeu os traços comuns presentes em rostos, como olhos, narizes e boca. 

Após absorver esses traços, o aplicativo pode iniciar o processo de criação de seus próprios rostos. Ele combina diferentes partes de rostos reais que já observou e as mescla para gerar novas composições faciais. 

Assim, são produzidos rostos que aparentam ser de pessoas reais, embora, na realidade, sejam criações da máquina. 

Quais os principais exemplos de AI generativa

Atualmente, os serviços de maior destaque que utilizam IA generativa são:

GPT-3 

O GPT-3 é uma rede neural artificial projetada para processar e gerar texto em linguagem natural com base em um amplo treinamento em diversos tipos de dados textuais. Possui 175 bilhões de parâmetros, permitindo a realização de tarefas como geração de texto, tradução automática, resumo de documentos e muito mais.

GPT-4 

Diferente do seu antecessor por sua capacidade de processar imagens além de texto, o GPT-4 interpreta o conteúdo visual de imagens e produz saídas em formato de texto, representando um avanço na compreensão integrada de informações visuais e linguísticas.

ChatGPT
(Imagem: Amir Sajjad / Shutterstock)

ChatGPT 

Baseado na arquitetura GPT-3, o ChatGPT é um modelo de linguagem avançado alimentado por AI projetado para compreender e gerar texto humano. Ele realiza uma variedade de tarefas, como responder a perguntas e escrever textos, com base nos padrões aprendidos a partir de grandes quantidades de dados linguísticos.

Midjourney 

Serviço que opera dentro do Discord, o Midjourney transforma perguntas em texto em imagens usando algoritmos avançados. Ela cria imagens com base em descrições em linguagem natural.

DALL-E 2

Assim como o Midjourney, o DALL-E 2 gera imagens a partir de descrições de texto, usando uma técnica conhecida como geração condicional de imagens. Ele é treinado em um grande conjunto de dados contendo pares de texto e imagens correspondentes.

DALL-E 2 (reprodução)

Jasper

Jasper é um chatbot como o ChatGPT, porém especializado em auxiliar na criação de textos para marketing, mídias sociais e artigos com otimização para motores de busca (SEO).

Bing Chat 

O Bing Chat é um chatbot semelhante ao ChatGPT, desenvolvido pela Microsoft.

Google Bard 

O Google Bard é outro chatbot com AI generativa, desenvolvido pelo Google usando o modelo LaMDA.

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