“Seguro e delicioso”: primeiro-ministro do Japão come peixe de Fukushima

Fumio Kishida apareceu em um vídeo comendo peixes pescados da costa de Fukushima para provar que o consumo é seguro
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Imagem: YouTube/Prime Minister's Office of Japan

O primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, apareceu em um vídeo comendo peixes pescados da costa de Fukushima. O objetivo é provar que o consumo é seguro mesmo após o início da liberação no Oceano Pacífico da água radioativa tratada da usina nuclear de Fukushima. Países vizinhos e até parte da população japonesa questionaram a decisão. A China chegou a restringir a importação de produtos japoneses por receio de contaminação.

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No vídeo, Kishida aparece ao lado de três ministros do governo comendo frutos do mar pescados da região onde está sendo despejada a água radioativa tratada. As informações são da IFLScience.

Ele afirma: “Está muito bom”. E logo depois diz que os produtos são “seguros e deliciosos”.

Veja:

Crédito: YouTube/Prime Minister’s Office of Japan

Liberação da água é segura, diz Japão

  • O início da liberação da água radioativa aconteceu na última quinta-feira (24).
  • O material será descartado no oceano de forma gradual – no máximo 500 mil litros por dia – por meio de uma tubulação subaquática de um quilômetro.
  • O procedimento conta com o aval da Agência Internacional de Energia Nuclear (AIEA), órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU).
  • As autoridades japonesas garantem que o despejo é seguro, uma vez que a água, suficiente para encher 500 piscinas olímpicas e usada para resfriar as barras de combustível da usina de Fukushima, destruída após ser atingida por uma tsunami e um terremoto em 2011, foi totalmente tratada.
  • O governo do Japão ainda afirma que a água foi filtrada para remover a maioria dos elementos radioativos, exceto o trítio, um isótopo de hidrogênio que é difícil de separar da água.

Reações da China

  • Grupos de pescadores japoneses temem que a liberação da água radioativa prejudique ainda mais a reputação do país e, por consequência, a venda de frutos do mar.
  • A China, por exemplo, impôs controles de radiação e proibiu importações de províncias japonesas.
  • Os chineses representam o maior comprador de frutos do mar do Japão e essas restrições já provocaram uma queda de 30% nas vendas japonesas para a China.
  • As autoridades japonesas, no entanto, consideram a medida ilegal e ameaçaram apresentar uma denúncia à Organização Mundial do Comércio (OMC).

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Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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