Após a aquisição de Elon Musk, o Twitter (agora X) pode ter violado uma ordem governamental de 2022 imposta pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre práticas de segurança e privacidade de dados da empresa.

  • Como noticiou o The Washington Post, em documento judicial, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos publicou evidências sobre a investigação da Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês) que traz detalhes sobre os esforços de Musk para cortar gastos na empresa; 
  • Segundo o DoJ, algumas dessas medidas conflituam com as práticas de segurança e privacidade da empresa;
  • Em 2022, conforme uma ordem governamental, a empresa concordou em implementar uma série de políticas e auditorias de privacidade para resolver alegações de que a empresa coleta dados do usuário de forma enganosa. 

As informações obtidas revelaram um ambiente caótico na empresa que levantou sérias questões sobre se e como Musk e outros líderes estavam garantindo o cumprimento da ordem administrativa de 2022 pela X Corp.

Documento judicial do Departamento de Justiça.

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Um dos exemplos de violação das políticas estabelecidas pela rede social após a compra foi exposto pelo testemunho do ex-diretor de engenharia de segurança do Twitter, Andrew Slayer, que disse ter “questões constantes sobre o compromisso de Elon com a segurança e privacidade geral da organização”, conforme divulgou o The Guardian.

Segundo o ex-funcionário, Musk estava solicitando dados que não foram submetidos ao processo de verificação da empresa.

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Outro ponto levantado no processo foi o lançamento do Twitter Blue (serviço de assinatura), que não teve uma análise de segurança e privacidade conforme as políticas da empresa, conforme o depoimento do ex-diretor de privacidade Damien Kieran.

Além disso, as demissões em massa da rede social fizeram com que metade dos controles do programa de segurança da empresa não tivessem um “proprietário” (ou gerente) responsável por cada operação. Da mesma forma, 37% dos controles de privacidade ficaram sem supervisão, testemunhou Lea Kissner, ex-diretora de segurança da informação da empresa.

O documento também menciona que Elon Musk deveria ter deposto ao FTC, o que não fez, pois foi impedido por seus advogados. O X (ou Twitter) ainda não se pronunciou sobre o caso.

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