Covid longa aumenta chances de problemas no cérebro e pulmão, diz estudo

Segundo pesquisadores, pacientes com covid longa têm 14 vezes mais chances de ter problemas pulmonares e 3 vezes mais de ter problemas cerebrais
Coronavírus Covid
Imagem: Fusion Medical Animation/Unsplash

Milhões de pessoas em todo o mundo sofrem da chamada covid longa. Esses efeitos ainda não são totalmente conhecidos pela ciência, mas aos poucos os pesquisadores vão entendendo mais sobre a condição. Agora, um estudo publicado na revista The Lancet apontou que um terço das pessoas hospitalizadas com Covid-19 apresentou problemas em vários órgãos meses depois de serem infectadas, indicando uma possível correlação com a covid longa.

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O estudo é o primeiro a analisar exames de ressonância magnética de vários órgãos – cérebro, coração, fígado, rins e pulmões – após a hospitalização de pacientes pela Covid-19. Os pesquisadores compararam os exames de órgãos de 259 adultos hospitalizados com a doença em todo o Reino Unido em 2020 e 2021 com um grupo de controle de 52 pessoas que nunca contraíram o vírus.

A conclusão foi que quase um terço dos pacientes infectados teve anormalidades em mais de um órgão em média cinco meses após deixar o hospital. Além disso, eles eram 14 vezes mais propensos a ter anormalidades pulmonares e três vezes mais propensos a ter anormalidades no cérebro.

A pesquisa identificou uma taxa mais alta de lesões cerebrais brancas, que foram associadas ao declínio cognitivo leve. Já cicatrizes e sinais de inflamação foram observadas nos pulmões.

Ainda de acordo com o estudo, pessoas com anormalidades de múltiplos órgãos eram quatro vezes mais propensas a relatar comprometimento mental e físico grave, tornando-as “incapazes de realizar suas atividades diárias”. As informações são da Medical Xpress.

Os pesquisadores agora querem usar essas informações para tentar entender melhor a covid longa e identificar opções de tratamento contra a condição.

Um terço das pessoas hospitalizadas com Covid-19 apresentou problemas em vários órgãos meses depois de serem infectadas (Imagem: Nhemz/Shutterstock)

Covid longa

  • A covid longa ocorre quando os sintomas da doença persistem, ou aparecem pela primeira vez, meses após a contaminação pelo SARS CoV-2.
  • Ainda não se sabe ao certo quanto tempo a condição pode demorar para aparecer, ou quanto tempo pode durar.
  • Mas um estudo publicado na revista Nature Medicine aponta que essa ela pode gerar problemas à saúde do paciente mesmo dois anos após a infecção.
  • Segundo os pesquisadores, esses efeitos podem ser verificados em pacientes que foram hospitalizados em função da infecção, ou seja, que tiveram um quadro grave de Covid-19 (saiba mais sobre o assunto clicando aqui).
Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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