Pesquisadores criam aplicativo que detecta doenças hepáticas

O aplicativo pode ser usado para prever o nível de bilirrubina de pacientes com diferentes doenças, como cirrose avançada
Por Alisson Santos, editado por Bruno Capozzi 10/10/2023 06h00
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Imagem: PLOS Digital Health
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Pesquisadores da University College London (UCL) e do Royal Free Hospital desenvolveram um mecanismo para monitorar doenças hepáticas utilizando smartphones. Através de imagens, o aplicativo consegue detectar possíveis alterações no tom da pele e na cor dos olhos – indicando a consulta médica, se necessário.

Publicado na PLOS Digital Health, esse estudo é o primeiro a avaliar como imagens capturadas por celulares poderiam ser usadas para prever o nível de bilirrubina de pacientes com cirrose avançada.

A descoberta

  • Segundo o Medical Xpress, essa abordagem tem o potencial de monitorar pacientes com cirrose hepática em casa;
  • Os autores acreditam que o aplicativo pode detectar o agravamento dos sintomas antes que a situação se torne crítica – auxiliando o trabalho dos profissionais de saúde;
  •  Esse app é capaz de detectar a gravidade da icterícia com alto grau de precisão;
  • Icterícia é a coloração amarelada da pele, olhos e mucosa.

Os estudos

Durante os testes, a equipe utilizou smartphones para captar imagens da testa, da parte branca dos olhos e da pálpebra inferior de 66 pacientes com cirrose. Após calibrar os registros, os pesquisadores analisaram e utilizaram as imagens finais para treinar um algoritmo que pudesse prever o nível de bilirrubina com base no grau de amarelecimento da imagem.

A abordagem que avaliamos neste estudo poderia nos permitir monitorar os pacientes em suas próprias casas com muito mais frequência do que é atualmente possível e, esperançosamente, detectar o agravamento dos sinais e sintomas clínicos antes que as coisas se tornem críticas.

Raj Mookerjee, professor da UCL Medicine e coautor do estudo.

Agora, a equipe estima realizar um teste maior para validar a precisão dessa abordagem.

“Você pode olhar para um paciente e saber imediatamente se ele tem icterícia. Mas não é uma questão de saber se a pele parece amarelada ou não, é sobre quanto mais amarela ela parece, o que lhe dá uma indicação de quão mal está o fígado e que a função se deteriorou”, complementou Mookerjee. “O aplicativo para smartphone nos dá esse grau de precisão. É um feito notável de engenharia e mostra o poder da colaboração de médicos e engenheiros para resolver problemas urgentes de saúde.”

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Alisson Santos
Redator(a)

Alisson Santos é estudante de jornalismo pelo Centro Universitário das Américas (FAM). Atualmente é redator em Hard News no Olhar Digital.

Bruno Capozzi é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP, tendo como foco a pesquisa de redes sociais e tecnologia.