A Baidu lançou nesta terça-feira (17), em um evento em Pequim, uma nova versão de seu modelo generativo de inteligência artificial (IA). Chamado de Ernie 4.0, o produto está no mesmo nível do GPT-4 da OpenAI, afirmou Robin Li, CEO da empresa, tornando-se o rival chinês mais próximo da tecnologia americana. 

O que você precisa saber: 

  • Li descreveu as capacidades de memória do modelo e o mostrou escrevendo um romance em tempo real; 
  • Durante a apresentação, ele também mostrou que o Ernie 4.0 consegue criar cartazes e vídeos publicitários, além de outras peças voltadas ao marketing; 
  • Apesar da novidade, assim como ocorreu com seu chatbot, Ernie Bot, o Ernie 4.0 não impressionou tanto como a empresa gostaria; 
  • A nova IA será integrada a todos os produtos da Baidu, incluindo Baidu Drive e Baidu Maps. 

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À Reuters, Lu Yanxia, analista da consultoria industrial IDC, explicou que faltou destaques e informações para um lançamento ideal da nova IA. Segundo ela, a versão não difere tanto da anterior e “melhorias significativas devem vir quando o Ernie 4.0 for usado na prática”. 

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Como resultado de mais um lançamento sem tanto êxito, as ações da Baidu em Hong Kong caíram 1,32% nas negociações da manhã desta terça (17). 

Essa não é a primeira vez que a Baidu acelera um lançamento na ânsia de alcançar empresas como a OpenAI — mesmo com a proprietária do maior mecanismo de busca na Internet da China sendo, de fato, uma das companhias com maior potencial para tal.  

Em março deste ano, a empresa lançou oficialmente o Ernie Bot, sua versão do ChatGPT. As demonstrações no evento não agradaram, sendo insuficientes e desapontando investidores. Veja detalhes aqui! 

Apesar da estreia pouco favorável, em agosto a Baidu conquistou a aprovação do governo chinês para lançar seus produtos de IA ao público. Desde que foi aberto, o Ernie Bot acumulou 45 milhões de usuários, informou Wang Haifeng, diretor de tecnologia da Baidu, durante o evento. 

No total, a China tem pelo menos 130 grandes modelos de linguagem (LLMs), representando 40% do total global. Ela fica atrás apenas dos 50% dos Estados Unidos, segundo dados da corretora CLSA.