Conforme noticiado pelo Olhar Digital, a sonda solar Parker, da NASA, chegou mais perto do que nunca do Sol no fim do mês passado. Na ocasião, a espaçonave se consolidou como o objeto mais rápido já feito pelo homem, batendo seu próprio recorde de velocidade.

Vamos entender:

  • Lançada em agosto de 2018, a sonda solar Parker, da NASA, vai completar 24 voltas ao redor do Sol até o fim da missão;
  • O objetivo é entender a coroa, que é a camada mais externa da atmosfera solar;
  • Em 27 de setembro, a espaçonave atingiu impressionantes 635.266 km/h ao chegar a uma distância de 7,26 milhões de km da superfície do astro;
  • Isso, graças a uma pequena ajuda gravitacional de um sobrevoo próximo de Vênus, feito em 21 de agosto;
  • Segundo a NASA, esse é o recorde de velocidade da sonda e de qualquer outro objeto construído pela humanidade;
  • O recorde de velocidade anterior da sonda Parker era de 586.863 km/h, estabelecido em novembro de 2021

Aquele foi o 17º encontro entre a sonda e o Sol, que começou em 22 de setembro e terminou em 3 de outubro. Os dados científicos dessa aproximação são esperados para chegar à Terra até esta quinta-feira (19). Segundo o programado pela equipe, a espaçonave deve completar 24 voltas em torno do astro até o final da missão.

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Os sobrevoos de Vênus são um elemento crucial na tentativa da sonda de estudar a superfície escaldante do Sol. Conforme se aproxima do nosso vizinho, ela é impulsionada em direção à estrela pela força gravitacional do planeta.

No fim do ano que vem, a sonda Parker deve chegar a apenas 6,16 milhões de km da superfície do Sol. Ela provavelmente atingirá velocidades ainda maiores em sua última viagem ao redor do astro, solidificando sua reputação de objeto mais rápido de todos os tempos feito por mãos humanas.

Sonda da NASA sobrevive a intensa tempestade solar

Em sua missão de “tocar o Sol”, a Parker se tornou a primeira espaçonave a voar através da coroa – a camada superior da atmosfera solar – em 2021. A cada órbita que se aproxima, ela enfrenta calor e radiação brutais para fornecer à humanidade observações sem precedentes, visitando a única estrela que podemos estudar de perto.

Entender como o calor se move através da coroa, como o plasma e os campos magnéticos mudam na superfície do Sol e como isso alimenta fenômenos como o vento solar ajudará os cientistas a prever melhor o clima espacial, de acordo com a NASA.

Em setembro de 2022, o Sol disparou uma das maiores ejeções de massa coronal (CME) já vistas desde que os cientistas começaram a observá-lo de perto. A sonda Parker capturou todo momento e, um ano depois, a agência divulgou um relatório sobre o que aconteceu. Saiba mais aqui.