A CEO do X (antigo Twitter), Linda Yaccarino, comemorou que a rede social estava em alta nos últimos meses, mas novos dados indicam que não é bem assim. Na verdade, o contrário aconteceu. A plataforma teve uma queda no uso globalmente tanto na versão web quanto no aplicativo. Nos Estados Unidos (que representam sozinhos um quarto do tráfego da rede) a queda foi ainda maior.

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X/Twitter em queda

  • Um novo relatório da Similarweb mostrou que o tráfego global do X/Twitter no website caiu 14% em setembro, em relação ao mesmo mês do ano passado. Nos EUA, a queda foi de 19%.
  • Já no aplicativo móvel, considerando sistemas iOS e Android, a queda no uso foi de 17,8%.
  • Outros países também apresentaram um declínio no uso via website. No Reino Unido, o Twitter caiu 11,6%; na França, 13,4%; na Alemanha, 17,9%; e na Austrália, 17,5%.
  • No entanto, os números não são surpreendentes: o relatório comparou os resultados de setembro de 2023 com os de setembro de 2022 (em relação a setembro de 2021) e descobriu que, no ano passado, a queda já havia começado tanto para o site quanto app, nos EUA e globalmente.
  • Porém, em um ano, esse declínio ficou mais intenso, uma vez que o uso do website do Twitter globalmente em 2022 havia caído apenas 7%.

Boas notícias para Elon Musk

Nem tudo é ruim… pelo menos não para Elon Musk, dono e ex-CEO da rede social. O relatório mostrou que houve um aumento de 96% em acessos no perfil dele no Twitter, considerando o mesmo período.

Twitter Elon Musk
Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock

X/Twitter vs. outras redes sociais

Os dados da Similarweb, publicados pelo site TechCrunch, indicam uma tendência de queda no tráfego do X/Twitter ano a ano, mas a rede social não é a única.

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Com exceção do TikTok, que cresceu 22,8% globalmente, as principais plataformas sociais no top 100 de tráfego global decaíram tanto no uso pelo celular quanto pelo website. Por exemplo, o Facebook caiu 10,4%.

O relatório aponta que parte disso deve-se ao ambiente de plataforma. Vale lembrar que, há dois anos, quando as quedas ainda não eram expressivas, Elon Musk ainda não havia demonstrado interesse em adquirir o então Twitter. As especulações começaram em abril do ano passado e a compra foi concluída em outubro.

Mudanças na rede social e nos termos de uso, bem como o surgimento de novas plataformas sociais, podem explicar o movimento.