Enquanto o número de influenciadores digitais – também chamados de “influencers” – voltados para finanças estabilizou, o alcance deles nas redes sociais cresceu. E agora existem regras para instituições que contratam influenciadores, conforme informado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Para quem tem pressa:

  • Com o crescimento da influência de produtores de conteúdo voltado para finanças nas redes sociais, agora existem regras para instituições que os contratam, conforme informado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais);
  • A principal regra exige que os “influencers” informem de forma clara que o post patrocinado é publicidade e indiquem a instituição financeira contratante;
  • As instituições contratantes são responsáveis pela veracidade e completude das informações divulgadas pelos influenciadores, além de garantir que possuam as certificações necessárias;
  • Uma pesquisa da Anbima e do Ibpad (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados) mostrou que o número de influenciadores de finanças se manteve estável em 515, mas o alcance deles aumentou em 6%, totalizando 176,3 milhões de seguidores;
  • Comparando com a primeira edição da pesquisa, o número atual de seguidores dos influenciadores aumentou 140%.

Entre essas regras, a principal é a obrigatoriedade de o influenciador informar, de forma clara, que o post patrocinado é publicidade e quem é a instituição financeira contratante. As regras entram em vigor na próxima segunda-feira (13) e valem para as entidades que seguem o “Código de Distribuição” da Anbima.

Leia mais:

Regras para influencers

Pessoa segurando celular
(Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Em relação à discriminação do conteúdo publicitário, o manual da associação aponta que “será considerada válida a menção verbal ou escrita na própria publicidade ou, ainda, a adição de hashtags mencionando minimamente que se trata de publicidade e vinculando ao distribuidor (#parceria e #nomedainstituição)”.

publicidade

Outra regra importante diz respeito à responsabilização das instituições contratantes pelos influencers e o conteúdo veiculado. Entram aqui a “veracidade das informações divulgadas e sua completude, de modo a não levar o investidor a erro” e a garantia de que os “contratados possuam, caso aplicável, as devidas certificações necessárias” para abordar o conteúdo em questão.

Essas certificações são exigidas pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Sem elas, o produtor de conteúdo não poderá recomendar investimentos, apenas fornecer explicações didáticas. No caso de seguros e previdência, apenas os autorizados pela Susep (Superintendência de Seguros Privados) podem fazer recomendações.

Para manter a fiscalização, as instituições devem disponibilizar e manter atualizada a relação, enviada à Anbima, dos “influencers” contratados. Assim, se as regras forem desrespeitadas, a penalidade recairá sobre as empresas – mas a normativa não menciona tipos de punição.

Aumento do alcance

Uma pesquisa da Anbima, em parceria com o Ibpad (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados), apontou que existiam 515 influenciadores digitais que produziam conteúdo voltado para finanças no primeiro semestre de 2023.

Este foi o mesmo número registrado no fim de 2022. Já a quantidade de seguidores desses influenciadores aumentou para 176,3 milhões – um salto de 6%. Mas esse número equivale à soma de seguidores em todos os perfis de cada influenciador. Foram considerados Facebook, Instagram, X (antigo Twitter) e YouTube.

Esta foi a quinta edição da pesquisa. Em comparação à primeira, que abordou o período entre setembro de 2020 e fevereiro de 2021, o número atual de seguidores aumentou 140%.