Uma pesquisa realizada com 500 executivos do Reino Unido e Estados Unidos mostra que os diretores de empresas encaram a inteligência artificial generativa como uma solução para a escassez de mão de obra.

Conforme divulgou o EuroNews, o levantamento feito pela empresa de software Incertis indica que a IA transformará as forças de trabalho, fortalecerá a concorrência e impactará os resultados financeiros já nos próximos meses.

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Como observa a publicação, a solução para a escassez de mão de obra pode acontecer num contexto em que os patrões utilizam a IA para realizar trabalhos que, de outra forma, seriam feitos por humanos.

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Monish Darda, CTO e cofundador da Icertis, considera que a 2024 será um ano crítico para determinar qual será o “poder da IA” para empresas em funções jurídicas, financeiras, comerciais e nas iniciativas ESG (Governança ambiental, social e corporativa, na sigla em inglês).

Estamos vivendo uma era revolucionária para a tecnologia com a proliferação da IA ​​generativa, mas permanece a questão se a IA corresponderá ao hype em termos de seu valor para as empresas. De acordo com esta pesquisa da Icertis, a resposta contundente dos líderes voltados para o futuro é sim — e os efeitos profundos da IA ​​nas empresas são iminentes.

Monish Darda, CTO e cofundador da Icertis.

Segundo o levantamento, mais da metade dos líderes executivos entrevistados afirmaram que a IA trará um aumento de concorrência ao mercado de trabalho — isso porque a tecnologia é capaz de minimizar as lacunas entre os concorrentes a uma vaga de emprego.

Mais dados da pesquisa

  • Conforme reportou o Enterprise Times, quase metade dos líderes entrevistados acreditam que a IA terá impacto nos seus resultados financeiro dentro de um ano;
  • Há preocupação com a adoção da IA em temas relacionados com privacidade, segurança de dados, conformidade e ética;
  • No entanto, a principal preocupação está relacionada ao impacto nos níveis de emprego de seus funcionários, sendo que 42% disseram que esse era seu principal temor;
  • 90% dos líderes disseram que temem que a IA automatize funções de seus próprios cargos;
  • Mais de 40% dos diretores afirmaram ser a favor de regulamentações governamentais em torno da IA, priorizando a responsabilidade e ética através de oportunidades de inovação.