Nos últimos meses, o plano de construção de uma usina de dessalinização na Praia do Futuro, em Fortaleza (CE), tem gerado muitos debates. Isso se deve ao fato de que, na região, estão localizados cabos submarinos cruciais para o funcionamento da infraestrutura da internet no Brasil.

Enquanto o governo do Ceará, a Companhia de Esgoto do Ceará (Cagece) e o Consórcio Águas de Fortaleza, responsável pelas obras, asseguram que as instalações da futura usina não causarão danos aos cabos — cujos reparos demandariam meses —, as empresas de internet manifestam oposição à construção. Elas argumentam que, caso a usina seja erguida, há um risco substancial de interrupção dos serviços de internet no país.

Essas empresas de comunicação argumentam que o local conta muitos cabos de internet submarinos e que as obras poderiam derrubar a conexão no Brasil. Já a companhia responsável pela construção, a Cagece, estatal de saneamento do Ceará, afirma que não há riscos.

Ontem, no Olhar Digital News, nós conversamos com Marcos Ferrari, presidente-executivo da Conexis — o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel, Celular e Pessoal. E ele explicou os motivos de ser contrário às obras na Praia do Futuro. A entrevista está em nosso site e em nosso YouTube.

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Hoje, ouvimos o outro lado dessa história. Conversamos com o coordenador da comissão de implantação da Dessal do Ceará, Silvano Porto. Ele garantiu que houve muitos estudos de engenharia para o projeto e que, portanto, não há riscos para a internet do Brasil.

A planta foi concebida com os mais rigorosos requisitos de projetos desde o seu nascedouro. Lá em 2018, fizemos um concurso de projeto onde participaram consórcios de renome mundial que desenvolveram vários estudos, inclusive estudos de engenharia inicial, onde serviram como base para todo o projeto para licitação, para o licenciamento e como base também para o projeto básico executivo, que está em andamento.

Silvano Porto

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