Representantes de praticamente todos os países do mundo estão reunidos na COP28, Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2023, realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. No encontro, o novo relatório anual de referência foi apresentado nesta terça-feira (5) e apresenta um cenário preocupante em relação ao aquecimento global.

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O Global Carbon Projet, um consórcio internacional de cientistas climáticos, alerta que o limite do aquecimento global de 1,5ºC até o fim do século, estabelecido pelo Acordo de Paris, em 2015, poderá ser ultrapassado em apenas sete anos. No documento do ano anterior, a projeção mais pessimista era de que esse nível poderia ser atingido dentro de nove anos.

Segundo o estudo, as emissões de CO2 na atmosfera resultantes da utilização de carvão, gás e petróleo em todo o mundo deverão atingir um novo recorde em 2023, com 40,9 mil milhões de toneladas. O trabalho ainda destaca que os esforços feitos até agora não são suficientes.

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Também observa que houve aumento nas emissões de China e Índia, dois dos maiores poluidores do mundo. E que nesse momento, seria necessário que as emissões de CO2 fossem reduzidas pela metade.

Para que este cenário não se torne realidade, os pesquisadores apontam que é necessária uma redução urgente nas emissões provocadas pelos combustíveis fósseis. O grande problema é que as discussões dentro da COP28 não apontam para este caminho.

Aquecimento global (Imagem: Aphelleon – Shutterstock)

Compromissos assinados na COP28

Mesmo que as discussões sobre a redução do uso de combustíveis fósseis esteja aquém do esperado, alguns acordos importantes já foram assinados durante a COP28. Em um deles, 118 países, incluindo o Brasil, se comprometeram a triplicar sua capacidade de geração de energia renovável até 2030.

Paralelamente, um grupo de 20 nações também se propôs a triplicar a produção de energia nuclear até 2050. Este movimento ambicioso, liderado por potências como a União Europeia, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos, busca aumentar significativamente as capacidades globais de energia renovável, como eólica, solar e hidrelétrica, para cerca de 11.000 gigawatts, comparado aos atuais 3.400 gigawatts.

O ponto negativo é que países como China e Índia, apesar de apoiarem a iniciativa, não assinaram o compromisso. O pacto, que inclui países como Nigéria, Austrália, Japão, Canadá, Chile e Barbados, não é obrigatório e leva em conta as circunstâncias nacionais distintas de cada signatário.

Aquecimento global

  • Diversos estudos afirmam que a Terra já aqueceu cerca de 1,2ºC acima dos níveis pré-industriais.
  • Os resultados são visíveis, com ondas de calor extremo, incêndios florestais, inundações e tempestades e outros eventos climáticos extremos sendo cada vez mais frequentes.
  • Mas a situação se agravou ainda mais em 2023, considerado o ano mais quente da história.
  • De acordo com a Organização Meteorológica Mundial da ONU, as temperaturas globais atingiram neste ano a marca de 1,4ºC acima dos níveis pré-industriais.
  • Isso significa que falta muito pouco para chegarmos ao limite de 1,5ºC.
  • As informações são da Phys.org.