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O Japão enfrenta consequências dramáticas de uma série de terremotos que atingiram o país na segunda-feira (01). O mais forte, de magnitude 7.6, abalou a província de Ishikawa, na Península de Noto.
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Em meio aos eventos, foi emitido um alerta de grande tsunami na costa oeste do país, com ondas que poderiam chegar a até 5 metros. Porém, esse alerta já foi retirado.
A série de tremores causou colapso de prédios, interrupções em serviços de energia, voos e ferrovias, além de incêndios. Efeitos dos terremotos ainda são sentidos por todo o país. A região de Noto concentra a maior parte dos estragos e mortes provocadas pelo fenômeno.
As autoridades japonesas estão engajadas em operações de resgate e socorro às áreas mais afetadas. Pelo menos 48 pessoas morreram, segundo informações da mídia local. Até o momento, não foram constatadas irregularidades em usinas nucleares.
Porém, além dos esforços de resgate, o Japão também enfrenta desafios no campo diplomático e ambiental. Os terremotos de agora reacenderam preocupações quanto à liberação da água tratada da Central Nuclear de Fukushima, contaminada após o tsunami de 2011.
Em meio a esse cenário de adversidades, o Japão também registrou um incidente assustador em um dos principais aeroportos do país: uma aeronave da Japan Airlines pegou fogo após uma colisão com uma aeronave da Guarda Costeira.
Todos os 379 passageiros e a tripulação a bordo do avião maior foram evacuados. Já no veículo da Guarda Costeira, que levava ajuda à região do terremoto de maior magnitude, cinco dos seis passageiros morreram.
Durante o Olhar Digital News desta terça-feira (02), conversamos com o professor Marcos Pinheiro, do programa de pós-graduação em geografia física da USP. Acompanhe!