Galáxias primitivas tinham formato de banana, sugere estudo

Imagens do telescópio Webb sugerem que galáxias recém-nascidas parecem mais estranhas que o esperado
galáxia via láctea
Ilustração da Via Láctea a partir de dados da NASA. Imagem: buradaki / Shutterstock.com

No universo moderno, as galáxias parecem ter formas parecidas com nuvens arredondadas e sem características ou discos planos. O caso da nossa Via Láctea. Entretanto, segundo uma análise de novas imagens do Telescópio Espacial James Webb, as galáxias bebês não eram discos, mas sim alongadas como bananas.

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Pelo menos esta é a conclusão provisória de uma equipe de astrônomos que reexaminou imagens de cerca de 4.000 galáxias recém-nascidas.

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Galáxias em sua infância, capturadas pelo Telescópio Espacial James Webb; aparência alongada sugere uma estrutura tridimensional semelhante à de uma banana. Imagem: Pandya et al.

“Este é um resultado surpreendente e inesperado, embora já houvesse indícios disso com o Hubble”, disse Viraj Pandya, pós-doutorado na Universidade de Columbia, e autor principal do que será publicado no Astrophysical Journal. “Nossa própria galáxia pode ter passado por uma fase morfológica semelhante no passado”, acrescentou.

Resumo do estudo

  • A equipe do Dr. Pandya analisou imagens de galáxias em uma área do céu conhecida como Faixa Estendida de Groth, já pesquisada por muitos outros telescópios como o Hubble.
  • O plano é estender as observações a outras áreas bem estudadas do cosmos. “Isso nos permitirá identificar galáxias com diferentes formas”, escreveu o Dr. Pandya.
  • Evidentemente, nem todas as galáxias recém-nascidas começaram assim. A razão, suspeitam os astrônomos, está relacionada às propriedades da matéria escura.
  • A descoberta pode alterar a compreensão de como as galáxias surgem e crescem, bem como oferecer informações sobre a natureza misteriosa da matéria escura — uma forma desconhecida de matéria que, segundo os astrônomos, constitui a maioria do universo.

A principal teoria sustenta que a matéria escura consiste em nuvens de partículas subatômicas exóticas que sobraram do Big Bang. Estas partículas restantes seriam pesadas e lentas em comparação, conforme simulações de computador, a matéria escura e fria se aglomeraria facilmente para formar os padrões de grande escala que os astrônomos observam no céu.

A identificação dessas partículas abalaria o mundo da física. Mas até agora as experiências em laboratórios não conseguiram detectar ou produzir quaisquer partículas de matéria escura e fria. Uma nova geração de instrumentos também poderá ser necessária para concluir o trabalho.

Gabriel Sérvio
Gabriel Sérvio

Gabriel Sérvio é formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário Geraldo Di Biase e faz parte da redação do Olhar Digital desde 2020.

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