Um novo relatório do observatório europeu Copernicus revela mais informações sobre o ano de 2023, o mais quente desde 1850. Segundo os pesquisadores, o calor sem precedentes, resultado do aquecimento global, começou a ser registrado a partir de junho e o mês de dezembro acabou sendo o mais quente da história da Terra.

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Calor histórico

  • De acordo com o estudo, 2023 teve uma temperatura média global de 14,98°C.
  • O número representa um aumento de 0,17°C em relação ao recorde anterior, registrado em 2016.
  • Com isso, o ano passado bateu o recorde como o mais quente desde 1850.
  • Os primeiros sinais do aquecimento histórico começaram a surgir no início de junho, quando as temperaturas passaram a ultrapassar temporariamente em 1,5°C as temperaturas pré-industriais, antes das emissões de poluentes passarem a afetar o clima global.
  • Durante o restante do ano, as anomalias diárias da temperatura global tornaram-se uma ocorrência regular.
  • As informações são do UOL.
Aquecimento global (Imagem: Vadim Sadovski/Shutterstock)

O ano de 2024 pode ser ainda mais quente

Quase todas as áreas terrestres registraram temperaturas acima da média em 2023. A exceção foi a Austrália. Os termômetros também atingiram médias históricas em partes consideráveis de todas as bacias oceânicas e de todos os continentes.

Os extremos que observamos nos últimos meses fornecem um testemunho dramático de quão longe estamos agora do clima em que a nossa civilização se desenvolveu. Isto tem consequências profundas para o Acordo de Paris e todos os esforços humanos.

Carlo Buontempo, diretor do Copernicus

De junho a dezembro, todos os meses foram mais quentes na comparação com o respectivo mês de 2022. No ano inteiro, julho e agosto foram os meses com as maiores temperaturas, enquanto dezembro foi o mais quente da história a nível mundial.

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O relatório concluiu que 2023 foi 1,48°C mais quente do que o nível das temperaturas pré-industriais. O órgão ainda prevê que é provável que o período de 12 meses terminado em janeiro ou fevereiro deste ano exceda em 1,5°C o nível pré-industrial.

A temperatura dos mares também bateu recordes. Entre abril e dezembro, eles superaram a temperatura recorde registrada na história para os respectivos meses. O gelo no mar da Antártica atingiu sua menor extensão.

Também segundo os cientistas, a previsão sugere que 2024 “poderá ser ainda mais quente do que 2023, com uma probabilidade razoável de que o ano termine com uma temperatura média superior a 1,5°C acima do nível pré-industrial”.