O Pix será responsável por 40,4% das compras online no Brasil até 2026. Pelo menos é o que projeta um estudo da fintech Ebanx divulgado nesta quinta-feira (25).

  • O sistema de pagamento instantâneo lançado pelo Banco Central no fim de 2020 respondeu por 29,45% das compras online em 2023, segundo dados coletados pela Payments and Commerce Market Intelligence.
  • Se a expansão for realmente alcançada, o Pix quase se igualaria ao cartão de crédito como principal meio de pagamento online dos brasileiros.
  • A presidente de pagamentos globais do Ebanx, Paula Bellizia, destaca que o Pix “revolucionou a experiência de pagamentos no Brasil” (Via: Reuters).
  • Segundo a executiva, 80% dos compradores que compraram algo nos últimos três anos em comerciantes que usam soluções de pagamento da fintech usaram o Pix pelo menos na primeira compra.

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Em outros países da América Latina, no entanto, pagamentos instantâneos ainda não são realidade. Embora alguns estejam testando ferramentas semelhantes, outros continuam em estágios iniciais, disse Bellizia.

“Quando falamos do Panamá e do Equador, a maior penetração é dos cartões de crédito”, enquanto em mercados como o México, a economia ainda está focada em pagamentos em dinheiro ou débito.

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O banco central do México renovou seu sistema de pagamentos instantâneos em 2023, lançando o DiMo. A adoção, entretanto, ainda não acelerou em comparação com o Pix.

Pix contribui para a redução da circulação de dinheiro falsificado

  • O uso do Pix como meio de pagamento também está contribuindo para a redução da circulação de dinheiro falsificado no Brasil.
  • Segundo o Banco Central (BC), a movimentação financeira com o Pix no País aumentou mais de 50% de 2022 para 2023.
  • Isso reflete a tendência no Brasil, onde cada vez mais transações são feitas por Pix, e não em dinheiro em espécie.