Está em andamento uma investigação da Comissão Federal do Comércio sobre a concorrência que vem se instalando na indústria das inteligências artificiais. Cinco big techs receberam ordens para fornecer informações confidenciais de seus investimentos e negócios no mercado das IAs.

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Os ofícios se destinam às companhias Alphabet/Google, Microsoft, Amazon, OpenAI e Anthropic. A ideia é criar uma política reguladora que traga medidas anti monopólio, que combata uma concorrência desigual em um mercado tão emergente como o das inteligências artificiais.

Informações do Wall Street Journal ainda revela um comunicado da Comissão Federal do Comércio, que diz que o órgão “examinará minuciosamente as parcerias corporativas e os investimentos com fornecedores de IA para construir uma melhor compreensão interna dessas relações e seu impacto no cenário competitivo”.

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Medidas regulatórias evitariam concorrência desleal

Em outras palavras, o órgão quer garantir que essas big techs não ignorem ou contornem regulações tradicionais enquanto fazem investimentos pesados que seriam capazes de neutralizar ou até absorver empresas menores, concorrentes no mercado das IAs.

Os investimentos multibilionários da Microsoft em OpenAI, assim como participações do Google e da Amazon na Anthropic, não enfrentaram uma análise regulatória da mesma forma que os acordos para adquirir tais startups poderiam ter enfrentado.

“Enquanto essas companhias correm para desenvolver e monetizar IAs, devemos nos proteger contra táticas que fecham essa oportunidade para outras empresas. Nossa investigação vai esclarecer quais investimentos e parcerias buscados por big techs arriscam distorcer a inovação e minar uma concorrência leal”, afirma a porta-voz da Comissão Federal do Comércio.

  • Por décadas, quando se tratava de tecnologias em estágio inicial de desenvolvimento, caso das IAs atualmente, órgãos federais reguladores preferiam “pegar leve” com as big techs.
  • Alguns críticos especializados, no entanto, se queixam de que essa prática permitiu que esses conglomerados acumulassem muito poder de mercado.
  • No governo Biden, com apoio da Comissão Federal do Comércio, a fiscalização ficou mais rígida, com ações judiciais para controlar competitividade sendo emitidas mais frequentemente.