A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco mapeou 278 casos suspeitos de intoxicação por algas entre 26 e 30 de janeiro de 2024, conforme informado na quinta-feira (1º). Casos ocorreram durante a “maré vermelha”, quando algas liberam toxinas devido ao aumento da temperatura do oceano.

Para quem tem pressa:

  • A Secretaria Estadual de Saúde (SES) de Pernambuco identificou 278 casos suspeitos de intoxicação por algas entre 26 e 30 de janeiro de 2024, durante a “maré vermelha” no litoral sul do estado. Neste fenômeno, agravado pelo aquecimento do oceano, algas liberam toxinas nocivas;
  • Uma equipe técnica visitou Tamandaré para investigar os casos. Eles analisaram prontuários médicos e visitaram a Associação de Pescadores local, onde cerca de 200 membros relataram sintomas de intoxicação;
  • Os pescadores descreveram uma “maré vermelha” mais intensa que as dos anos anteriores – a região enfrenta o fenômeno desde pelo menos a década de 1940. A SES, juntamente a outras agências de vigilância, avalia relatos para confirmar os casos de intoxicação;
  • Os sintomas relatados pelos afetados incluem dor de cabeça, mal-estar, náuseas, dor abdominal e vômitos, além de irritações na pele, olhos, garganta e nariz.

A informação veio após visita técnica de membros da pasta, da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), da Diretoria Geral de Vigilância Ambiental e Saúde do Trabalhador e III Gerência Regional de Saúde (III Geres) ao município de Tamandaré, no litoral sul do estado.

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‘Maré vermelha’ em Pernambuco

Litoral de Pernambuco
(Imagem: Chico Bezerra/Prefeitura de Jaboatão)

A equipe técnica da secretaria analisou prontuários dos pacientes que buscaram o hospital municipal com sintomas relacionados à intoxicação pelo fenômeno, também conhecido como “tingui”, após contato direto ou indireto com o mar.

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Além disso, a equipe visitou a Associação de Pescadores de Tamandaré, onde aproximadamente 200 pescadores apresentaram sintomas de intoxicação. A visita foi um convite da presidente da associação, Maria Madalena, que alertou as autoridades de saúde do estado sobre os casos.

Os pescadores relataram aos representantes da Secretaria Estadual de Saúde (SES) que a “maré vermelha” deste ano pareceu mais intensa do que em anos anteriores. A região monitora o fenômeno desde a década de 1940.

Os 278 casos suspeitos estão sob análise, segundo a CNN Brasil. Isso significa que o número de casos confirmados pode mudar ao final da investigação. Entre os sintomas relatados, estão: dor de cabeça, mal-estar, dor no corpo, náusea, dor abdominal, vômitos, além de irritações ocular, de garganta, nasal e de pele.

A equipe técnica de Prevenção e Atendimento às Emergências Ambientais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) também foi informada sobre as ocorrências nas praias de Tamandaré e Maracaípe, ambas situadas no litoral sul de Pernambuco.