Cientistas da Universidade de Central Lancashire (UCLan) descobriram que planetas recém-formados podem assumir uma forma mais plana. Isso quer dizer que a Terra pode ter tido outro formato antes de chegar na formatação que conhecemos hoje.

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Como acontece a formação dos planetas?

  • Os planetas se formam a partir de discos protoplanetários, anéis de poeira e gás ao redor das estrelas.
  • No entanto, como esse processo acontece ainda é motivo de debate.
  • A teoria mais aceita é a chamada de acreção de núcleo.
  • Ela diz que as partículas de poeira começam a se unir, formando objetos cada vez maiores até se tornarem planetas.
  • Outra hipótese é chamada de instabilidade de disco.
  • Segundo ela, à medida que um disco massivo em torno de uma estrela esfria, a gravidade faz com que o disco se quebre rapidamente em um ou mais fragmentos de massa planetária.
  • As informações são da New Atlas.

Eles já nascem esféricos?

No novo estudo, a equipe da Universidade de Central Lancashire executou simulações do processo de formação de planetas com um supercomputador. O objetivo era investigar um aspecto que tem sido negligenciado: que forma assumem os planetas quando ainda são jovens?

Temos estudado a formação de planetas há muito tempo, mas nunca antes tínhamos pensado em verificar a forma dos planetas como eles se formam nas simulações. Sempre assumimos que eram esféricos.

Dr. Dimitris Stamatellos, co-investigador do estudo

Os pesquisadores descobriram que, quando os planetas se formam por meio do método de instabilidade de disco, eles não crescem para fora uniformemente, permanecendo em forma de esfera o tempo todo. Em vez disso, eles tendem a reunir mais material em seus polos, o que acaba esticando-os e formando uma espécie de forma oval achatada. À medida que os planetas jovens crescem, eles acabam assumindo sua forma esférica familiar.

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Embora essas sejam apenas simulações, a equipe destaca que observações de planetas jovens podem ajudar a confirmar ou descartar o método de instabilidade de disco da formação de planetas. A pesquisa foi publicada na revista Astronomy and Astrophysics Letters.