Conforme noticiado pelo Olhar Digital, está tudo pronto para a SpaceX lançar uma missão que pode entrar para a história da exploração espacial como a primeira vez que um módulo de pouso privado chega controladamente à superfície da Lua.

No fim do mês passado, a sonda Nova-C foi cuidadosamente colocada na carenagem de carga do foguete Falcon 9, da SpaceX. Naquela ocasião, ainda não se sabia a data de lançamento da espaçonave.

Agora, e empresa de Elon Musk e a Intuitive Machines, responsável pelo equipamento, anunciaram por meio de um comunicado que a missão, denominada IM-1, deve decolar na próxima quarta-feira (14), a partir da Estação da Força Espacial em Cabo Canaveral, na Flórida, às 2h57 (pelo horário de Brasília).

Essa data marca o início de uma janela de lançamento de três dias, com oportunidades adicionais nos dias 15 e 16 de fevereiro – com o objetivo de fazer o pouso acontecer no dia 22. Caso o lançamento não ocorra durante essa janela de três dias, a próxima oportunidade será em março, segundo a SpaceX.

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O que a missão IM-1 vai levar à Lua

A missão IM-1 tem como objetivo posicionar o lander Nova-C próximo à cratera de impacto Malapert A, localizada a 10 graus de latitude do polo sul da Lua. Essa região é de grande interesse para cientistas e entusiastas da exploração lunar, pois acredita-se que contenha grandes quantidades de gelo de água.

Apelidado de Odysseus pela fabricante, o módulo de pouso Nova-C transporta seis instrumentos científicos da NASA, por meio do programa Serviços Comerciais de Carga Útil Lunar (CLPS) da agência, que busca aproveitar pousos robóticos privados para coletar dados científicos que contribuirão para o estabelecimento de uma presença humana duradoura na Lua, como parte do programa Artemis.

Os instrumentos da agência incluem um sensor de descida e pouso baseado em laser, um sistema de câmeras para detalhar a pluma gerada pelo pouso lunar de Odysseus e um novo “medidor de combustível da era espacial”, que vai utlizar sensores para medir o propelente remanescente nos tanques do módulo de pouso, uma tarefa desafiadora no ambiente de microgravidade. 

Conforme consta no site da empresa, a carga também conta com outros seis experimentos independentes.

Se bem-sucedido, o pouso de Odysseus pode contribuir para os avanços na exploração lunar já alcançados por iniciativas governamentais da Rússia (na época da União Soviética), EUA, China, Índia e, mais recentemente, Japão.