O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) analisa e pode aprovar a liberação de mais de R$ 1,5 bilhão para levar internet de qualidade a regiões mais carentes do país.

Esse dinheiro deve sair do chamado Fust, o Fundo de Universalização das Telecomunicações. O Fust é direcionado para empresas do ramo que se propõem a ampliar o alcance do sinal em áreas com pouca infraestrutura. A maior parte dos projetos visa atender regiões rurais e favelas.

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Neste ano, até agora, mais de 20 operadoras nacionais apresentaram propostas distintas, que totalizaram essa quantia bilionária.

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O valor deve ser utilizado para aquisição ou manutenção de equipamentos na área de telecomunicações, implementação de sistemas via cabos de fibra óptica e no capital de giro das operadoras.

Segundo o próprio BNDES, o objetivo é “estimular a expansão, o uso e a melhoria da qualidade das redes”.

Ao fazer isso, o banco de fomento pretende “reduzir as desigualdades regionais e estimular o uso e o desenvolvimento de novas tecnologias de conectividade“.

Início tardio

  • O Fust existe por lei e começou a arrecadar fundos no ano 2000.
  • De lá para cá, porém, a iniciativa ficou travada por questões burocráticas.
  • As operações de financiamento, organizadas pelo BNDES, começaram apenas no ano passado.
  • O fundo é dividido em duas partes: projetos com operações diretas e projetos com operações indiretas.
  • As indiretas são mais voltadas para empresas de menor porte, com teto de R$ 10 milhões por empréstimo.
  • Nesse caso, segundo o banco, mais de 600 companhias já recorreram a essa alternativa.
  • Já o Fust Direto é uma linha de financiamento que é repassada diretamente pelo BNDES para empresas com faturamento maior que R$ 50 milhões .
  • Na primeira rodada do Fust Direto, foram liberados R$ 222 milhões para as operadoras Arenet, Proxxima, Sempre Telecom, Unifique e Coprel.

Exemplos

Os dois primeiros projetos aprovados via Fust no ano passado vão levar conexão de internet banda larga de qualidade a 40 escolas públicas localizadas em 20 cidades na Amazônia Legal e em Minas Gerais.

Ao todo, 6,5 mil alunos serão beneficiados com as duas iniciativas.

As empresas vencedoras precisarão implantar 535 km de fibra ótica.

Um dos financiamentos, no valor de R$ 10 milhões, será destinado ao atendimento de 14 escolas em 5 municípios do extremo norte do Tocantins: Wanderlândia, Riachinho, Ananás, Angico e Nazaré.

Além de beneficiar 2,4 mil alunos, o projeto da provedora regional Aranet Comunicação vai criar 5 mil novas conexões à internet ao longo dos 198 km de fibra ótica.

O outro financiamento, no valor de R$ 20 milhões, vai ajudar 26 escolas em 15 cidades de Minas Gerais.

A iniciativa vai impactar 4,1 mil alunos em Belo Vale, Bonfim, Camacho, Carmópolis de Minas, Carrancas, Córrego Fundo, Crucilândia, Ingaí, Lavras, Moeda, Oliveira, Passa Tempo, Piracema, Rio Manso e Santo Antônio do Amparo.

O projeto da Sempre Telecomunicações inclui a abertura de 4,5 mil novas conexões na rota de 337 km de fibra ótica que será implantada até os centros de ensino.

As informações são do site Telesintese.