Uma criança de apenas 12 anos de idade provou que o lendário “Raio da Morte”, projetado por Arquimedes, poderia realmente ter funcionado. O canadense Brenden Sener construiu uma réplica em versão reduzida da arma a partir do uso de espelhos côncavos e lâmpadas LED.

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Segundo a experiência de Brenden, o conceito do “Raio da Morte” funciona de fato e poderia, inclusive, ter sido usado em batalha. O menino descobriu que, ao usar os refletores para focar uma fonte de calor de 50 watts em um pedaço de papelão, a temperatura do alvo poderia ser aumentada em 2°C com cada espelho adicional, até um total de três espelhos. Já a adição de um quarto espelho causou um salto de temperatura de 8°C.

Quando repetiu o experimento usando uma lâmpada de 100 watts, ele descobriu que a mudança de temperatura com cada espelho era de 4°C e poderia chegar a 10°C com o uso de um quarto espelho. “Com base em minhas descobertas experimentais, concordo com o grupo do MIT e acredito que, com uma fonte de calor forte o suficiente e espelhos maiores e múltiplos, todos focados em um ângulo perfeito, a combustão poderia ser possível”, escreve o jovem autor do estudo.

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Em outras palavras, ele concluiu que as descrições históricas do uso do Raio da Morte são plausíveis. No entanto, não há nenhuma evidência arqueológica do uso de tal equipamento.

Por seus esforços, Sener foi premiado com a Medalha de Ouro da Feira Anual de Ciências Matthews Hall, a Medalha de Ouro da Feira de Ciências Físicas e Engenharia do Vale do Tâmisa e o Prêmio da Biblioteca Pública de Londres por Inspirar os Interesses das Crianças em Ciência e Tecnologia. As informações são do IFLScience.

O “Raio da Morte” de Arquimedes

  • A arma antiga supostamente aproveitava os raios solares para incinerar navios inimigos e teria sido implantada contra a Marinha Romana com consequências mortais.
  • Segundo a lenda, o “Raio da Morte” foi usado contra os invasores romanos durante o Cerco de Siracusa, que durou de 213 a 212 a.C.
  • À medida que os navios de guerra avançavam sobre a cidade helenística, que fica na ilha da Sicília, os defensores locais recorreram às invenções de Arquimedes.
  • De acordo com fontes do historiador grego Luciano, espelhos foram posicionados ao longo da baía de Siracusa para focar os raios solares nos navios inimigos, fazendo com que eles explodissem em chamas.
  • No entanto, estudiosos como o filósofo francês René Descartes classificaram toda a história como mera ficção.
  • Já em 2005, uma equipe do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) descobriu que o projeto de Arquimedes poderia incendiar um navio em apenas 11 minutos.
  • As discussões sobre a existência ou não do equipamento continuam, mas aparentemente o conceito por trás dele tem base científica.