A peste bubônica faz parte de um dos capítulos mais tenebrosos da história humana. A doença foi responsável pela pandemia mais mortal já registrada. Mas, ao contrário do que se possa pensar, a bactéria responsável por ela continua circulando nos dias de hoje. Nos Estados Unidos, por exemplo, a doença voltou a ser registrada em um paciente após anos sem diagnósticos.

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As autoridades do estado de Oregon confirmaram o primeiro caso humano de peste bubônica desde 2015. O paciente teria contraído a bactéria de seu gato de estimação, que também apresentou sintomas.

A infecção, no entanto, acabou progredindo a ponto de formar um abscesso drenante, chamado de “bubo”. Essa característica da doença é considerada extremamente rara nos dias de hoje.

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Apesar do quadro grave, o paciente apresenta boa melhora do estado de saúde graças ao uso de antibióticos modernos. As pessoas próximas a ele foram identificadas e estão recebendo acompanhamento médico para evitar um surto da bactéria.

As autoridades não explicaram como a infecção se espalhou do gato para o humano. O que se sabe é que o animal foi mordido por pulgas infectadas. Uma das possibilidades é que o dono tenha entrado em contato com os fluidos contaminados do gato. As informações são da ScienceAlert.

Peste negra
Bactéria Yersinia pestis, responsável pela doença (Imagem: shutterstock/Everett Collection)

A peste bubônica 

  • A peste bubônica, também conhecida como Peste Negra, é a forma mais comum da doença que ainda tem mais dois tipos: a peste Septicêmica Primária e a Pneumônica. 
  • Seu surgimento causou a pandemia mais devastadora registrada na história da humanidade, tendo resultado na morte de 75 a 200 milhões de pessoas na Eurásia, atingindo o pico na Europa entre os anos de 1347 e 1351.
  • Acredita-se que a bactéria Yersinia pestis tenha sido a causa.
  • O microrganismo geralmente é encontrado em ratos e pulgas (a picada transmite a doença). 
  • Entre os sintomas da peste bubônica estão inchaço dos gânglios linfáticos, que formam bolhas na virilha, axila e pescoço, febre, calafrios, dor de cabeça, fadiga e dores musculares.
  • Os pacientes ainda podem sentir confusão mental, náuseas e significativa alteração na pressão arterial.  
  • De 2010 a 2015 foram identificados 3.248 casos em todo o mundo, com 584 mortes.