A agência estado-unidense de patentes, a US Patent and Trademark Office (PTO), negou tentativa de registro do termo ‘GPT’ pela OpenAI, empresa por trás do modelo de linguem de IA mais utilizado do mundo, o ChatGPT. A agência afirmou que o termo, que significa “transformador generativo pré-treinado”, é muito genérico e que isso poderia impedir que concorrentes descrevessem seus produtos da forma mais correta.

No entanto, a OpenAI não concorda com essa justificativa, que já é a segunda tentativa de registro do termo. A empresa contra-argumenta que ‘GPT‘ não é um termo tão genérico, não faz os usuários entenderem imediatamente o que significa e que a marca trouxe o termo à tona no mercado.

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Porém, a PTO não concordou com o argumento. Na decisão do dia 6 de fevereiro, que foi divulgada recentemente, o órgão afirma não ter relevância o fato de usuários não saberem exatamente o que o termo significa e que especialistas em tecnologia saberem é o suficiente para que o termo não se limite a um único software.

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Detalhe da página do ChatGPT
(Imagem: Pedro Spadoni/Olhar Digital)

Termo cresceu com o ChatGPT

A discussão é ampla, mas é fato que com o crescimento das ferramentas de linguagem baseadas em IA diversos modelos já reproduzem o termo ‘GPT’ em seus produtos. Isso é algo praticado no mercado, até porque a sigla é autoexplicativa para as ferramentas.

Vale ressaltar que a expressão ‘GPT’ ficou associada à OpenAI quando o ChatGPT e seus variantes ganharam destaque. Ao abrir o ChatGPT para desenvolvedores externos, a empresa também referiu-se a seus chatbots personalizados como GPTs. A OpenAI tem introduzido marcas distintas para outros serviços. Recentemente, apresentou seu modelo de geração de texto para vídeos, denominado Sora.