Sergey Brin, cofundador do Google, está sendo processado pela viúva de um dos pilotos mortos em um trágico acidente aéreo ocorrido na costa da Califórnia, em maio de 2023. O processo acusa uma modificação mal instalada como causa do desastre e alega que representantes de Brin teriam intencionalmente atrasado os esforços de resgate para destruir evidências.

O que você precisa saber:

  • As alegações de atraso de resgate para destruição de evidências foram reportadas primeiro por Bloomberg e Fortune.
  • Uma queixa atualizada foi arquivada em 13 de fevereiro no Tribunal Superior do Condado de Santa Clara, na Califórnia.
  • Os documentos do processo revelam que Lance Maclean e o copiloto Dean Rushfedlt foram contratados para transportar o hidroavião de Brin da Califórnia para Fiji, visando um passeio entre ilhas com amigos.
  • A viagem do hidroavião Viking Air Twin Otter Series 400, avaliado em 8 milhões de dólares e equipado com dois motores, necessitava de um sistema de combustível auxiliar.
  • Alega-se que a instalação desse sistema foi feita “de memória” por um mecânico, sem a consulta a uma lista de verificação ou o devido registro junto à FAA (Administração Federal de Aviação dos EUA).

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Durante o primeiro trecho do voo para o Havaí, o sistema de combustível falhou, levando à queda da aeronave no oceano enquanto tentava retornar à Califórnia. A Guarda Costeira chegou ao local em 15 minutos, mas não conseguiu resgatar nenhum dos pilotos do avião, que estava de cabeça para baixo e parcialmente submerso.

Além de Brin, o processo inclui como réus a Google e a firma de investimento familiar de Brin, a Bayshore Management, co-proprietárias do avião, bem como os responsáveis pela organização do voo e pela manutenção da aeronave.

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Após o acidente, Brin teria prometido auxiliar na recuperação, mas, segundo alegações, seus representantes informaram a viúva do piloto, Maria Magdalena Olarte, que a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) estava impedindo a recuperação dos corpos — uma afirmação que a NOAA negou, de acordo com a queixa.

A viúva do piloto busca reparação por meio de cinco acusações, incluindo morte culposa e negligência, e está exigindo que o caso seja julgado por um júri.