O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) da China anunciou, nesta segunda-feira (26), um plano para combater ataques de hackers e ciberespionagem no setor industrial, aumentando a segurança de dados e a contenção de “grandes riscos” até o final de 2026.

Entenda:

  • O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) da China anunciou um plano para combater ataques de hackers a indústrias e aumentar a segurança de dados no setor até 2026;
  • Acusações de espionagem industrial e ataques cibernéticos já vinham sendo trocadas entre a China e os Estados Unidos e, há algum tempo, a China vem trabalhando no desenvolvimento de hardwares e softwares nacionais como alternativa às tecnologias fabricadas no Ocidente;
  • Conforme divulgado no site do MIIT, o plano vai fortalecer a avaliação e correção de riscos e adotar medidas para o gerenciamento e proteção em mais de 45 mil indústrias chinesas – incluindo ao menos 10% das empresas de maior receita em todas as províncias.

O anúncio, publicado no site oficial do MIIT, vem após uma série de acusações de espionagem e ataques cibernéticos no setor industrial entre a China e os Estados Unidos. Vale lembrar que a China vem trabalhando no desenvolvimento de tecnologias de hardware e software nacionais como alternativa aos fabricados por adversários do Ocidente.

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Mais proteção às indústrias da China

Notebook com código binário esverdeado na tela para ilustrar conceito de cibersegurança
(Imagem: Kacper Pempel)

“Em resposta a cenários de risco frequentes, como ataques de ransomware, backdoors de vulnerabilidade, operações ilegais por pessoal e operação e manutenção remotas não controladas, fortaleceremos o autoexame e a autocorreção de riscos e adotaremos medidas precisas de gerenciamento e proteção”, diz o comunicado do MIIT.

O plano vai implementar sessões de treinamento em segurança de dados e deve ser aplicado em mais de 45 mil indústrias chinesas até ao final de 2026, incluindo ao menos 10% das empresas de maior receita em todas as províncias.

As informações são da Reuters.