O balanço mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde aponta que o Brasil já registrou quase um milhão de casos prováveis de dengue apenas neste ano. O número supera a metade dos registros de 2023. E, segundo especialistas, o pico de infecções ainda está por vir. Uma das recomendações diante deste cenário é o uso de repelentes. Mas qual é a melhor opção para afastar o mosquito Aedes aegypt, transmissor da doença?

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De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o repelente precisa conter algumas substâncias específicas para ser eficaz contra o mosquito. São elas: Icaridina 20-25% – duração de dez horas; DEET 10-15% – duração de seis a oito horas; e IR3535 – duração de até quatro horas.

Luiz Dario Sponholz, dermatologista da área de cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que essas substâncias estão presentes nos produtos em diferentes concentrações. Eles podem ser encontrados em forma de loção, creme ou spray, o que afeta diretamente na duração do efeito do repelente.

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Os especialistas também reforçam que, apesar das durabilidades distintas dos produtos, não é recomendada a aplicação superior a três vezes por dia. Isso porque o uso excessivo dos repelentes pode causar intoxicação.

Por uma efetividade durante uma maior quantidade de horas, a Icaridina 20-25% é a substância considerada mais efetiva para proteção contra o Aedes aegypt. Por outro lado, não existe recomendação para o uso oral de produtos como comprimidos e vitaminas para afastar o mosquito transmissor da doença.

Lembrando que pessoas que já estão contaminadas com o vírus também devem utilizar repelente. As informações são do G1.

Mosquito Aedes aegypti
Repelente precisa conter algumas substâncias específicas para ser eficaz contra o mosquito da dengue (Imagem: Pexels)

Qual a forma correta de usar repelentes?

  • Além de se atentar à durabilidade do produto para a reaplicação ser feita em intervalos certos de tempo, o repelente deve ser utilizado somente nas áreas expostas e nunca por baixo da roupa.
  • Ainda é importante evitar o contato direto do repelente como olhos, nariz e boca. 
  • Os produtos podem ser usados no rosto, mas é recomendado primeiro passar nas mãos e então espalhar no rosto.
  • Não é indicado dormir com repelente. 
  • O ideal é tomar banho para tirar o resíduo do produto antes de dormir.
  • O repelente pode ser borrifado na área da cabeceira da cama para espantar o mosquito.
  • Sempre passar o repelente após os demais cosméticos. 
  • Se for usar hidratante, filtro solar ou maquiagem, espere secar e então aplique o repelente;
  • Sempre lavar as mãos após o uso do produto.
  • A Sociedade Brasileira de Dermatologia também recomenda o uso de roupas que cobrem mais o corpo.
  • Elas podem servir como uma camada extra de proteção contra a picada do mosquito.
  • A Anvisa indica que inseticidas em spray podem ser utilizados para matar o transmissor da dengue.
  • O órgão alerta que os produtos naturais, à base de citronela e óleo de cravo, por exemplo, não possuem comprovação de eficácia.
  • Os repelentes elétricos, que liberam a substâncias quando colocados na tomada, também são uma boa opção para reduzir a entrada de mosquitos no ambiente.
  • Eles devem ser instalados perto de portas e janelas, em locais com boa circulação de ar.