Na coluna Olhar do Amanhã desta quarta-feira (28), o neurocientista e futurista Alvaro Machado Dias falou sobre um texto escrito por ele para a Folha de S. Paulo, que analisa a pirataria. Primeiro, ele fez uma viagem no tempo para lembrar a pirataria, digamos, mais clássica — o sequestro de navios que começou séculos atrás.

Depois, partiu para os “piratas digitais”, que sequestram banco de dados. Basicamente, eles atuam com ransomware, um software que encontra falhas, invade e controla computadores à distância. 

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Estamos acostumados a noticiar golpes, mas a maioria das quadrilhas é pequena e faz como vítimas pessoas físicas, levando milhares de reais. Mas existem grupos que faturam milhões de dólares. Como esses criminosos atuam exatamente?

Há uma profissionalização, por assim dizer, desse mercado do ransomware, essa profissionalização envolve grupos, gangues cada vez mais fortes e bem estruturadas. A tese que eu apresentei é a seguinte, ao contrário das quadrilhas tradicionais, neste caso, as mesmas figuras, os mesmos sujeitos, estão por trás das diferentes gangues. Então você vê essas figuras, surgindo, construindo essas facções criminosas, por assim dizer, e depois dissolvendo-as conforme elas ganham muita visibilidade para montar uma próxima. Então é diferente daquilo que a gente tem na América Latina. 

Alvaro Machado Dias

A coluna Olhar do Amanhã é exibida toda quarta-feira durante o Olhar Digital News. Acompanhe!