Siga o Olhar Digital no Google Discover
O futuro pertence aos carros elétricos? Além da óbvia questão ambiental, as montadoras poderão alcançar melhores números apostando deles. Ao menos, é o que indica uma pesquisa da Gartner, que indica que, em 2027, os veículos elétricos serão mais baratos de produzir do que os que funcionam por meio de combustível.
Ofertas
Por: R$ 37,92
Por: R$ 22,59
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 349,90
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 205,91
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 139,90
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
Esta previsão, claro, precisa ser colocada em contexto: ainda que se tornem mais baratos de produzir, o valor para reparos em veículos elétricos caminha para se tornar, até 2027, muito maior do que nos carros a combustão, o que abate uma parte dessa vantagem em produzir por menos dinheiro.
- Os efeitos práticos disso são que seguradoras podem lançar planos de valores muito elevados para cobrir acidentes com veículos elétricos;
- Em um cenário mais extremo, poderíamos ver companhias de seguros se negando a cobrir determinados modelos de automóveis.
- A Gartner alerta que uma reação negativa dos consumidores pode ser vista se as reduções nos custos de produção ocorrerem à custa de custos de reparação mais elevados.
Startups menores deverão sofrer para coexistir em um mercado cada vez mais competitivo
Outra previsão da Gartner, essa menos positiva, é de que por volta de 2027, 15% das empresas de carros elétricos fundadas desde a última década vão falir ou serão absorvidas por empresas maiores.
“Isto não significa que o setor de carros elétricos venha mal”, afirmou Pedro Pacheco, vice-presidente de investigação da Gartner. “É simplesmente o começo de numa nova fase em que as empresas com os melhores produtos e serviços vencerão as restantes.”

A afirmação do executivo já pode ser vista na prática, já que recentemente presenciamos ao menos 18 startups de carros elétricos que abriram seu capital nos últimos anos e atraíram enormes investimentos inicialmente, mas estão agora lutando por dinheiro, e até falindo, como, por exemplo, a Lordstown Motors e a Proterra.
Pacheco ainda revela como parte das montadoras de carros elétricos trouxeram inovações importantes nos processos de produção dos EVs, que possibilitaram uma produção mais barata no futuro, e também obrigou que o mercado seguisse esta tendência.
“Eles trouxeram inovações que simplificam os custos de produção, como a arquitetura centralizada de veículos ou a introdução de gigacastings que ajudam a reduzir os custos de fabricação e o tempo de montagem, que as montadoras tradicionais não tiveram escolha a adotar para sobreviver”, pontua. Gigacasting é um processo que funde grandes partes de carros em uma única peça, economizando dinheiro e tempo para a fabricação.
