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Uma nova espécie de tubarão-fantasma foi descoberta por cientistas nas profundezas do Mar de Andaman, na costa da Tailândia. O animal tem uma cabeça gigante, olhos enormes e iridescentes e nadadeiras que parecem penas.
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O peixe descrito em um artigo publicado na revista Raffles Bulletin of Zoology pertence à ordem dos Chimaeriformes, um dos mais antigos tipos de peixes vivos atualmente, sendo parentes dos tubarões e raias.
A espécie foi batizada de Chimaera supapae. O Chimaera vem de uma criatura da mitologia grega que cospe fogo e possui três cabeças: uma de leão, uma de cabra saindo das costas e uma cauda de serpente que termina em uma cabeça de cobra. Já o supapae é em homenagem ao falecido cientista tailandês, Supap Monkolprasit, que dedicou sua vida ao estudo de peixes cartilaginosos.
- Apesar de receber o nome de tubarão-fantasma, a nova espécie, na verdade, é uma quimera;
- Além desse nome, esses animais também recebem o nome de peixe-rato, isso por causa de seus olhos grandes e reflexivos e corpos cônicos;
- Até então eram conhecidas 53 espécies desses animais, com a nova descoberta esse número sobe para 54.
O animal foi encontrado enquanto cientistas estavam realizando pesquisas em alto mar em 2018. Ao lançar uma rede de arrasto no fundo do Mar de Andaman, entre 772 a 775 metros de profundidade, um espécime imaturo e morto do animal foi encontrado.

Por causa de sua cabeça enorme, focinho curto e olhos grandes e ovais que ocupam cerca de 32% da sua cabeça, os pesquisadores logo identificaram o animal como uma nova espécie de tubarão-fantasma. Acredita-se que essas características permitam que a quimera enxergue na escuridão das águas profundas.
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Sobre o novo tubarão-fantasma
A espécie recém descoberta é uma quimera do tipo nariz curto, possuindo cerca de 51 centímetros de comprimento e nadadeiras peitorais largas. Acredita-se que a semelhança a penas das barbatanas possibilita que o animal manobre sobre fundos rochosos de alto-relevo. Além disso, o peixe possui coloração marrom escura, sem linhas ou padrões perceptíveis, e um espinho dorsal no topo da cabeça.

As quimeras geralmente vivem em regiões escuras, em águas inferiores a 500 metros de profundidade, próximas a encostas continentais e dorsais oceânicas. Sua alimentação é baseada em animais das profundidades do mar, como crustáceos, moluscos e vermes.
Esses animais são considerados raros na região onde foram encontrados, principalmente porque o Mar de Andaman possui áreas que excedem aos 4400 metros de profundidade.
Evolutivamente, essas quimeras estão entre algumas das mais antigas linhagens de peixes, com uma linhagem que remonta a 300-400 milhões de anos. A descoberta de novas espécies como esta quimera diz-nos quão pouco sabemos sobre o ambiente marinho e quanto ainda há a ser explorado.
David Ebert, principal autor da descoberta, em resposta à LiveScience