Toda semana, no Programa Olhar Espacial, estudantes ligados a projetos astronômicos de todo o Brasil escolhem duas imagens que se destacaram na semana que passou. Esta semana, as imagens escolhidas foram obtidas e tratadas pelos próprios estudantes do Instituto Federal da Paraíba, e um projeto de ciência cidadã do MCTI em parceria com o Observatório Las Cumbres. Confiram:

Galáxia de Bode

[ Créditos: Arthur Ribeiro, Guilherme Maia, Rodrigo Ernesto, Allysson Macário / Las Cumbres Observatory ]

A primeira imagem é um registro fantástico da galáxia M81, também conhecida como a Galáxia de Bode (lê-se Bôu-dé), uma referência ao seu descobridor, o alemão Johann Elert Bode. É uma galáxia espiral localizada a cerca de 12 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação de Ursa Maior. Possui aproximadamente 36 mil anos-luz de diâmetro, o que é cerca de um terço do tamanho da Via-Láctea, a nossa própria Galáxia. Mesmo com a enorme distância que nos separa da M81, a galáxia pode ser observada facilmente através de telescópios e binóculos. 

Galáxia do Olho Negro

[ Créditos: Arthur Ribeiro, Guilherme Maia, Rodrigo Ernesto, Allysson Macário / Las Cumbres Observatory ]

Já a segunda imagem enviada mostra a exótica galáxia do Olho Negro, ou M64, que também é uma galáxia espiral e localizada a aproximadamente 17 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação da Cabeleira de Berenice (sim, existe uma constelação com esse nome). Ela é conhecida como Galáxia do Olho Negro devido a uma imensa nuvem de poeira cercando seu núcleo. Mas a sua mais estranha característica é o movimento peculiar de seus braços. Enquanto os braços externos movem-se em uma direção, a parte interna move-se na direção contrária, algo que leva os cientistas a imaginar que M81 seja o resultado da colisão entre duas galáxias.

Quem escolheu

As imagens desta semana foram captadas e tratadas pelos estudantes Arthur Ribeiro, Guilherme Maia e Rodrigo Ernesto e pelo professor Allysson Macário que coordena o grupo do Instituto Federal da Paraíba que participou do Projeto Imagens do Céu Profundo – LCO, que é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) que integra o Brasil ao projeto global 100 horas para 100 escolas, disponibilizando tempo de utilização de telescópios robóticos da rede Las Cumbres Observatory (LCO) a estudantes, professores e cientistas cidadãos no Brasil. Aos participantes é proporcionada a oportunidade de selecionar alvos e realizar observações astronômicas de maneira remota, com telescópios distribuídos por 6 diferentes sítios ao redor do globo em uma experiência muito semelhante à que os astrônomos profissionais têm ao operar esses observatórios.

[ Arthur Ribeiro, Allysson Macário, Rodrigo Ernesto e Guilherme Maia recebendo os certificados de participação do Programa LCO – Créditos: Allysson Macário / IFPB ]