Estudo coloca robôs e humanos pintando juntos; veja o resultado

Experimento da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, é um dos primeiros do tipo; antes, cientistas faziam máquinas desenharem sozinhas.
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Imagem: Divulgação/Universidade Carnegie Mellon

Um dos principais debates em torno dos robôs e da Inteligência Artificial gira em torno do mercado de trabalho. Muita gente se indaga se essas novas tecnologias irão, um dia, tirar os nossos empregos.

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Esses questionamentos são pertinentes, uma vez que estamos falando das nossas vidas, do nosso ganha-pão, do sustento de uma família, enfim, de algo importante. Mas e se mudarmos a abordagem? Em vez de olharmos para essas máquinas como nossos concorrentes, por que não enxergá-las como aliadas?

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Guardadas as devidas proporções, é isso que fez essa equipe de pesquisadores do Instituto de Robótica da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos. Eles desenvolveram um sistema robótico que co-pinta interativamente com as pessoas.

Ele foi batizado de Collaborative FRIDA (CoFRIDA). Vale destacar que o FRIDA já existia (e, sim, ele foi batizado em homenagem à grande artista Frida Kahlo). O que os cientistas fizeram agora foi ensinar esse robô a trabalhar junto com um ser humano. E deu certo graças à Inteligência Artificial.

Como funciona

  • O FRIDA original pintava quadros inteiros sozinho.
  • Segundo os pesquisadores, torná-lo colaborativo foi a parte mais difícil.
  • Quem explica é o professor Jean Oh, criador do projeto:

“CoFRIDA requer um nível de inteligência mais elevado do que o FRIDA original, que cria uma obra de arte sozinha do início ao fim. A co-pintura é análoga a trabalhar com outra pessoa, precisando constantemente adivinhar o que ela quer. CoFRIDA precisa entender os objetivos de alto nível do usuário humano para tornar os traços desse usuário significativos em direção ao objetivo”, disse o professor.

  • O novo sistema permite que os usuários forneçam entradas de texto para descrever o que desejam pintar.
  • Os usuários também podem participar do processo de criação, revezando-se na pintura com o robô, como mostra o vídeo a seguir:
  • De acordo com os estudiosos, o processo de programação foi muito complexo.
  • Eles tiveram de usar um conjunto de dados de pinturas parciais e completas para ensiná-lo a parar um desenho pela metade.
  • Na sequência, também tiveram de ensinar o robô a transformar comandos de texto em imagens.
  • Você pode conferir o artigo científico aqui.

Uso colaborativo da tecnologia

Fora do laboratório, os pesquisadores esperam que o CoFRIDA possa ensinar Robótica às pessoas e expandir a criatividade delas.

Eles também apostam que o CoFRIDA pode ajudar os usuários a colocar boas ideias no papel e até mesmo levar a arte a um nível ou direção totalmente novos.

“Se você está preso e não sabe o que fazer, ele pode colocar algo na página para você. Pode quebrar a barreira de uma página vazia. É uma forma realmente interessante de aumentar a criatividade humana”, disse Jim McCann, outro professor que participou da experiência.

Homens e robôs podem trabalhar juntos – por que não? – Imagem: Shutterstock/Summit Art Creations

As informações são do TechXplore.

Bob Furuya
Bob Furuya

Roberto (Bob) Furuya é formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e atua na área desde 2010. Passou pelas redações da Jovem Pan e da BandNews FM.

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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