O cinema está sempre conectado com a tecnologia, e poucas coisas representam isso tão bem quanto o novo estúdio da Amazon. O Stage 15 conta com um telão de led de 25 metros de diâmetro e consegue fazer cenários criarem vida instantaneamente. O Olhar Digital esteve em Los Angeles para conhecer com exclusividade o estúdio e entender o uso da nuvem AWS nas produções para o Prime Vídeo.

A tecnologia usada no estúdio é o volume, que está presente em séries como “The Mandalorian”, por exemplo, e consiste no uso de painéis de led ao invés de chroma key e cenários reais. Mas não dá para ter noção do quão impressionante isso pode ser sem estar lá dentro.

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 Composta por 3.000 painéis de LED e 100 câmeras de captura de movimento e operada pelo departamento de Produção Virtual (ASVP) da Amazon MGM Studios, a parede de volume permite que a iluminação e os cenários sejam alterados rapidamente, reduzindo a necessidade de reconstruir palcos e facilitando a filmagem das produções. luz contínua – ou alterá-la para um horário diferente do dia, clima ou outros fatores conforme o roteiro exigir.

Tela gigante tem 25 metros de diâmetro (Imagem: Lucas Soares/Olhar Digital)
Tela gigante tem 25 metros de diâmetro (Imagem: Lucas Soares/Olhar Digital)

Como é por dentro do Stage 15 da Amazon?

O Stage 15 muda completamente, das paredes ao teto, em segundos, e permite você sair de um faroeste para um futuro pós-apocalíptico. A Amazon garante que isso acelera as filmagens, já que é mais interativo para atores e diretores. Isso é fácil de supor, já que o chroma key ainda depende de uma boa dose de imaginação durante as filmagens.

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A tecnologia também permite menos pós-produção, já que a maior parte dos cenários digitais já estão prontos durante as filmagens. A Amazon também diz que a AWS vai acelerar muito o envio de imagens de dentro do estúdio para as equipes, acelerando mais ainda todo o processo. 

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“Enquanto os artistas costumavam ter que esperar a noite toda — ou dias — para que os arquivos fossem renderizados para que pudessem ver até mesmo pequenas alterações em suas simulações ou efeitos, agora eles podem ver os resultados em tempo real, o que lhes permite iterar mais rapidamente, economizar custos e manter o processo criativo fluindo”, explica a Amazon.

Local foi apresentado em coletiva com jornalistas (Imagem: Lucas Soares/Olhar Digital)
Local foi apresentado em coletiva com jornalistas (Imagem: Lucas Soares/Olhar Digital)

Nas demonstrações vimos o uso ir além da criação de cenários simples. O volume pode gerar profundidade e movimento, com possibilidades infinitas. O tela também interage com a câmera, trazendo ainda mais realismo. No exemplo que vimos, em uma “caverna”, a tela acompanha o movimento da câmera, mudando levemente a imagem reproduzida para se enquadrar na filmagem. A ideia é que isso torne a filmagem mais realista e interativa, tirando a impressão de que aquilo é apenas um cenário digital. Como disseram os executivos aqui, a intenção é justamente que ninguém note o uso do recurso. 

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Tecnologia acompanha a câmera (Imagem: Lucas Soares/Olhar Digital)
Tecnologia acompanha a câmera (Imagem: Lucas Soares/Olhar Digital)

O volume não é unanimidade na indústria, em algumas produções é possível notar a presença do recurso e há quem diga que isso vai limitar ainda mais o uso de cenários reais. Como toda tecnologia, para funcionar bem é preciso usar direito, e o que foi visto no Stage 15 parece um passo importante nisso.