China está criando IA ‘socialista’; entenda

Autoridades chinesas querem ensinar valores socialistas para os modelos de inteligência artificial generativa
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Mercado chinês de IA se agita com saída da OpenAI. (Imagem: Pixels Hunter / Shutterstock.com)

A China tem o objetivo de se transformar no principal mercado de inteligência artificial do mundo. Isso exige enormes investimentos no setor. Mas Pequim está exigindo uma contrapartida das empresas do país. O governo quer que os modelos de IA generativa incorporem valores socialistas fundamentais”.

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Montagem de pessoa escrevendo sobre desenho de inteligência artificial (IA)
Governo da China quer que IA não gere conteúdo “ilegal” (Imagem: Shutterstock)

Tecnologias passam por teste antes de serem liberadas

  • A Administração do Ciberespaço da China (CAC), principal regulador de internet do país, é a responsável por garantir que estes “ensinamentos” sejam repassados para as máquinas.
  • Os modelos de IA serão testados pelas autoridades chinesas a partir de algumas perguntas.
  • As questões são relacionadas a tópicos politicamente sensíveis e ao presidente chinês, Xi Jinping.
  • Se as respostas não estiverem de acordo com o desejado pelo governo, a empresa terá que promover uma revisão no seu modelo de inteligência artificial.
  • Depois disso, um novo teste é realizado.
  • As normas velam tanto para gigantes como a ByteDance e a Alibaba quanto para pequenas startups do setor.
  • As informações são da CNBC.

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Autoridades chinesas estão promovendo o que é chamado de “filtragem de segurança” (Imagem: Kitinut Jinapuck/Shutterstock)

Pequim está de olho na IA

A China foi um dos primeiros países do mundo a finalizar o processo de regulamentação da inteligência artificial generativa. Neste processo, realizado no ano passado, Pequim incluiu a exigência de que os serviços de IA sigam os “valores fundamentais do socialismo” e não gerem conteúdo “ilegal”.

Cumprir estas políticas requer uma “filtragem de segurança”. No entanto, isso é um verdadeiro desafio, já que os modelos de linguagem grande (LLMs) ainda são treinados com uma quantidade significativa de conteúdo em inglês.

Este procedimento de adequação aos valores chineses é feito removendo informações consideradas problemáticas e, em seguida, criando um banco de dados de palavras e frases que são sensíveis. Isso faz com que os chatbots mais populares muitas vezes se recusem a responder determinadas perguntas.

Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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